Momento Crea - Edição 29 - Outubro de 2007

Confea e Crea-PE discutem regras da FPI nos aeroportos

 

Em visita ao Recife, onde participou da 5ª Reunião do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e da abertura do 3º Seminário Nacional de Acessibilidade (17/10), o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo, teve reunião reservada com o presidente do Crea-PE, Roberto Muniz, para discutir detalhes sobre a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) nos aeroportos do Estado, que deverá ser realizada pelo Crea-PE conjuntamente com outros órgãos.

Todos os Creas do País estão se articulando para participarem do programa intensivo de fiscalização nos aeroportos brasileiros que tem sido orientada pelo Sistema. O foco é verificar a infra-estrutura dos aeroportos e se há profissionais habilitados respondendo pelas atividades que serão verificadas durante a FPI. O Confea é o maior Conselho do Brasil e reúne mais de 900 mil profissionais.

"O caos aéreo e os acidentes envolvendo aeronaves brasileiras é um problema de todos nós. Somos um conselho que representa profissionais de diversas áreas que estão diretamente ligadas à atividade. Precisamos conhecer a realidade dos nossos aeroportos e das s aeronaves para podermos cobrar medidas preventivas não só dos profissionais a quem nos cabe fiscalizar, mas, sobretudo, dos organismos responsáveis pela segurança e integridade de milhões de brasileiros que voam todos os dias", declarou o presidente Roberto Muniz.

Durante audiência pública sobre a crise do transporte aeroportuário, organizada pelo Confea e realizada durante a 64ª Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, em agosto, no Rio de Janeiro, constatou-se que a perda da cultura técnica, a ausência de planejamento e a falta de fiscalização foram os principais elementos que contribuíram para a crise no setor. 

Marcos Túlio destaca a perda de cultura técnica e de planejamento estratégico de longo prazo ocorrida nos últimos 20 anos como um gargalo não apenas para o setor aéreo, mas para o desenvolvimento do País. Ele aponta o aumento no número de pedidos de registro de profissionais estrangeiros no Sistema Confea/Crea como uma evidência do déficit de profissionais brasileiros especializados, principalmente em áreas como Geologia, Minas, Metalurgia, Engenharia Mecânica Especializada e Indústria Naval.  

O número de pedidos aumentou 25% em 2006, em relação ao ano anterior. Em 2007, só no primeiro semestre o número de pedidos de registro de profissionais estrangeiros já superou o de todo o ano de 2006. "Precisamos retomar uma cultura de planejamento estratégico para suprir a carência de mão-de-obra especializada. Caso contrário, esse será certamente o grande gargalo no processo de retomada do crescimento econômico proposto pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", observa Túlio.