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Terça no Crea aborda o tema Esgoto Condominial

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PE) e a Academia Pernambucana de Engenharia (APEENG), trouxeram para o último Terça no Crea (11.06), o tema Esgosto Condominial: uma Solução de Esgotamento Sanitário de Grande Interesse para o Brasil. A palestra foi apresentada pelo engenheiro civil e membro da APEENG, José Carlos de Melo, que comparou os sistemas convencional e condominial.

Sobre o sistema convencional o palestrante apontou os custos elevados, os transtornos e os aspectos críticos, como: máxima extensão de tubos, grandes escavações, escoramento de valas, rebaixamento de lençol d’água e remoção de interferências, além do descaso com escoamento, citando o Rio Tietê, em São Paulo (SP), como exemplo.

Referindo-se ao sistema condominial, Carlos de Melo falou sobre qualidade, obediência à hidráulica e simplicidade possível no projeto, construção e na operação. Ele também mencionou a redução de custos e a adaptação a toda e qualquer urbanização, habitação e topografia, como um modelo único para todos, ricos e pobres. “Para atingir a universalização é importante a participação da população e empresas privadas, independente das atuações do governo”, disse o palestrante, que mencionou reuniões e projetos implantados no Lago Norte, em Brasília (DF)e na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro(RJ).

A distribuição do sistema foi apresentada e a palavra “condomínio” justificada pela semelhança com o modelo utilizado nos edifícios, onde há uma unidade de coleta com ramais condominiais.

Quanto à viabilidade de um projeto, foi sugerido um conjunto uniforme de 25 a 30 vizinhos como tamanho ideal para discussões e decisões em reuniões de assuntos pertinentes, uma vez que, o funcionamento dependerá da integração entre os imóveis.

Após agradecimentos ao público, o evento foi encerrado pelo presidente da Academia Pernambucana de Engenharia, professor Mário Antonino, com a seguinte consideração: “O País trata somente 45% do esgoto, jogando o restante na natureza e isso implica em doenças. Ainda é necessário avançar mais e considerar que para cada R$1 que se deixa de investir no saneamento, R$5 serão gastos em saúde”.

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