Profissionais vinculados ao Crea-PE debatem sustentabilidade da Energia no País

Recife, 24 de novembro de 2009 – Inserida na lista das maiores preocupações mundiais do futuro, a geração de energia foi o tema da mesa-redonda realizada, ontem (23), pela Associação Brasileira de Energia Elétrica (ABEE-PE), em parceria com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE). Os especialistas convidados fizeram apresentações sobre o potencial energético do País e suas alternativas para a geração de energia limpa. O evento contou com o apoio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade de Pernambuco e do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) Regional.

O presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, abriu as atividades do evento e destacou a importância do engenheiro eletricista para a sociedade. “Os engenheiros eletricistas ocupam um lugar estratégico no desenvolvimento do País. A eletricidade é a força motriz do progresso e, portanto, quem domina essa tecnologia é agente essencial para o crescimento do Brasil”, ressaltou José Mário Cavalcanti.

Entre os palestrantes do evento, estava o professor do Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco, Heitor Scalambrini, e os professores do Departamento de Engenharia Elétrica e Sistemas de Potência do Centro de Tecnologia e Geociências da UFPE, Carlos Henrique Mariz e Pedro André Carvalho Rosas. Além deles, ainda houve a palestra do engenheiro da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Paulo Maranhão Aguiar.

Segundo Carlos Henrique Mariz, o Brasil está na lista dos dez maiores produtores de energia elétrica do mundo. “Temos um grande potencial na produção de energia, mas precisamos distribuí-las melhor”, analisou Mariz.

Já o professor Scalambrini apresentou os benefícios da utilização das energias renováveis, como a redução na emissão de poluentes na atmosfera, assegurando sustentabilidade e criação de oportunidade de empregos. Segundo Scalambrini, Pernambuco pode ser umas das maiores potências na produção de energia solar, já que tem mais de três mil horas de insolação.

Rui Gonçalves

ASC do Crea-PE