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Deputado Augusto Coutinho defende engenheiros e critica ministro no plenário

Recife, 14 de novembro de 2013 

O deputado pernambucano, Augusto Coutinho, assim como o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) e de outros regionais do País,  se manifestou contrário ao pronunciamento do ministro chefe da Secretaria de Aviação Civil,  Moreira Franco, ao afirmar que os atrasos nas obras de seis de cidades-sede da Copa de 2014, são fruto da falta de engenheiros e da má qualidade da formação dos engenheiros do País.

A declaração repercutiu negativamente e, sobre a questão, o deputado fez o seguinte pronunciamento:

“Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, povo brasileiro que nos assiste na TV Câmara por todo esse imenso Brasil, eu venho à tribuna de uma forma rápida, só para registrar, senhor presidente, como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia, Agronomia e Arquitetura nesta Casa, a infelicidade que cometeu o ministro Moreira Franco quando, recentemente, fez registros de que o problema que se tinha hoje no atraso das obras da Copa do Mundo se dava à qualificação dos engenheiros no nosso País. Na verdade, o ministro foi infeliz. O ministro não tem fundamento para que possa acusar os engenheiros. O que o ministro precisa fazer é ver a incompetência deste Governo Federal. A Copa do Mundo já foi definida que seria no Brasil há vários anos. Mas o governo petista, incompetentemente, não se preparou para isso. E é a isso que nós estamos assistindo, senhor presidente. Não cabe aqui a um ministro de Estado vir colocar a culpa da incompetência do Governo Federal nas costas dos engenheiros do País, porque os projetos não são bons. Isso não é realidade. O CONFEA, inclusive, se posicionou com uma nota, que está aqui para todo o Brasil. Isso não corresponde à realidade. O Brasil tem excelentes universidades, inclusive, de engenharia civil, o Brasil tem empresas de ponta que não devem nada a nenhuma empresa do mundo todo, e são construídas com nossa qualidade técnica de engenheiros. Então, o Ministro foi infeliz. O que o Governo precisa fazer, sim, é sanar a incompetência do Governo! É sanar todas essas dificuldades, de uma forma que o Governo conduziu atabalhoadamente, nesse processo da Copa do Mundo. Esta Casa aqui, inclusive, teve de permitir contratações diferenciadas para que a Copa do Mundo pudesse sair. Então, lamentavelmente, senhor ministro, a culpa não é dos engenheiros. A culpa sim é da incompetência do seu Governo, do Governo Federal, que não se preparou e não preparou o Brasil, para que a gente possa estar apto, numa condição plena, para receber a grandiosidade da Copa do Mundo. Era só isso, senhor presidente. Muito obrigado.”

 

 

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