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Disputa acirrada por engenharia na UFPE

Cresceu em 84% a procura dos estudantes pelos cursos de engenharia oferecidos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O vestibular que será realizado domingo e segunda-feira para preencher 310 vagas do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) terá 3.897 candidatos. Uma disputa de 12,5 feras por vaga. Ano passado, houve 2.116 inscritos. Uma das justificativas para o aumento significativo no interesse pelas engenharias é, na avaliação de especialistas, a promessa de empregos em Pernambuco, com a instalação de refinaria, siderúrgica e polo farmacoquímico, além de diversas obras estruturadoras. No Brasil, a projeção é formar mão de obra para atuar, entre outras áreas, na exploração do pré-sal.

A situação é tão crítica que Pernambuco está importando profissionais de outros Estados. As universidades não dão conta de formar a quantidade de engenheiros de que necessitamos. “Qualquer das modalidades, em especial a civil, por causa do boom imobiliário, e mecânica, devido às novas indústrias, têm emprego assegurado”, atesta o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), José Mário Cavalcanti.
O estaleiro Promar, em reunião recente, informou que vai precisar contratar, no Estado, cerca de 300 engenheiros em um período de 17 meses, ressaltou a gerente de política de Ensino Superior e Pesquisa da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Aronita Rosenblatt. Por ano, o CTG da UFPE forma em média entre 200 e 250 engenheiros. A Escola Politécnica de Pernambuco (Poli), vinculada a Universidade de Pernambuco (UPE), coloca no mercado, anualmente, cerca de outros 300 profissionais.
As 310 vagas do CTG, cujas aulas começarão em agosto, são distribuídas em oito engenharias (civil, de alimentos, elétrica, minas, eletrônica, química, naval e mecânica). Somente após cursar um ano do básico, os alunos definem a área que seguirão. “O mercado está aquecido. Acredito que a oferta de naval, a partir desse vestibular, contribuiu para aumentar a concorrência, embora o interesse seja em várias áreas da engenharias”, observa o diretor em exercício do CTG, Antônio Celso Antonino.
NOVIDADE
Ano passado, muitos estudantes, a maioria de medicina, participaram do vestibular do CTG apenas para testar seus conhecimentos. Foram aprovados, mas não compareceram para se matricular, atrasando a matrícula de quem realmente queria engenharia e obrigando a UFPE a realizar vários remanejamentos. Desta vez, a universidade vai chamar os candidatos que poderão ser remanejados e perguntar se há interesse na vaga. Quem confirmar, terá o nome no remanejamento, caso obtenha nota suficiente. Aquele que não atender a convocatória ficará de fora do remanejamento, mesmo que tenha pontuação para ocupar vaga.
Com informações publicadas hoje (06/07), no Jornal do Commercio
 

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