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Formação do engenheiro deve valorizar inteligência e buscar aproximação com indústria

71soea_luenymorell2A palestra sobre as Mudanças na Formação do Engenheiro na Sociedade do Conhecimento e Inovação, ministrada pela pró-reitora da New Engineering University (NEU), no Vale do Silício (EUA), Lueny Morell, levou cerca de 2,5 mil pessoas ao auditório Master nesta quinta-feira (14), no segundo dia do Congresso Técnico Científico da Engenharia e Agronomia (Contecc). Lueny expôs as novas formas de relações acadêmicas e metodologias de aprendizado para alcançar a excelência profissional.

Neste cenário, a aproximação das universidades com a indústria é considerada fundamental. Para Lueny, a indústria tem uma importância básica nesse contexto, e é preciso que as universidades se convençam disso. “Creio que essa parceria é fundamental. As universidades e a indústria devem sentar na mesa e falar de possibilidades, de apoio não somente financeiro, porém apoio intelectual sobre o que podem fazer juntos”, afirma.

A valorização da inteligência e atitudes estimulando o conhecimento de novas ideias, invenções, produção em manufatura e vendas são fatores preponderantes da mudança na formação do aluno, assim como as formas de aprendizado, em que se inserem as novas soluções digitais, extrapolando o método convencional das salas de aulas. O aluno deve estar inserido nas competências pertinentes locais e na competitividade global.

Lueny Morell acredita que, para acontecerem essas mudanças, é necessário haver um esforço muito grande das instituições, e também um grande esforço das nações para obter o desenvolvimento econômico. “Penso que essa força o Brasil já tem, e essa conferência muito pontualmente está tratando do conhecimento das universidades um pouco mais adiante do tradicional”, explica.

Outro ponto para o incremento das inovações acadêmicas é a acreditação mundial – em que se crê na identidade e no cargo ou função do portador, para lhe permitir realizar determinadas coisas, como a China, Índia e outros países já fazem com eficiência. “Mil engenheiros são iguais, mil talentos, mil recursos humanos são iguais ou parecidos com os outros. Somente assim é que se obtém um sistema de qualidade mundial”, pondera.

Demanda reprimida
É sabido que o Brasil enfrenta sérios gargalos na formação de engenheiros, que está bem abaixo das necessidades do País. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), datados de 2008, apontam a existência de 176.938 vagas, com pouco mais de 104 mil egressos, e 53 mil concluintes.

A palestra teve como moderador o reitor da UFPI, José de Arimateia Dantas Lopes, e debatedores o gerente de inovação da CNI, Luiz Gustavo Delmont; o presidente da Academia Global de Artes e Ciências (WASS); professor Heitor Gurgolino de Souza; e o professor da UnB, Marcos Formiga, também representante do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Do Confea

 

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