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O desafio da (i)mobilidade do trânsito no Recife

Em fevereiro deste ano, a Prefeitura do Recife lançou o plano municipal de mobilidade urbana. A proposta, ambiciosa na sua concepção, projeta intervenções para os próximos 20 anos. Mas até lá, como encarar essa imobilidade? O Fórum Desafios para o Trânsito do Amanhã, promovido pelos Diários Associados, levanta a discussão sobre a problemática do trânsito na Região Metropolitana. A terceira edição do encontro, nesta terça-feira (05), vai tratar especificamente da mobilidade na capital pernambucana. O presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, será representado pelo conselheiro e especialista em Mobilidade Urbana, o professor Maurício Pina.  

O prefeito João da Costa é um dos palestrantes do fórum, que acontece no auditório dos Diários Associados, a partir das 8h30. Também palestrante, o professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e membro do Conselho Diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), César Cavalcanti. O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas pelo telefone: 3320- 2020, das 10h às 17h.

Na sua apresentação, o professor César Cavalcanti vai mostrar o processo de consolidação de um modelo de mobilidade que vem sendo implantado na cidade e que é insustentável. Ele também vai apontar as causas e as consequências que esse sistema acarretou a curto e longo prazos. A apresentação também pretende apontar estratégias que poderão alterar essas situações e tornar a mobilidade mais produtiva e saudável. “O fórum é uma contribuição ao processo de conscientização da natureza do fenômeno dos congestionamentos e uma oportunidade de ampliar as discussões”, afirmou o professor.

Entre as propostas do plano de mobilidade do Recife está a expansão das ciclovias. A meta é passar dos atuais 20 quilômetros para 424 kms. O prefeito João da Costa pretende mostrar no evento as obras estruturadoras para melhoria do tráfego a exemplo do alargamento do viaduto Capitão Temudo e da tão esperada Via Mangue. “A questão da mobilidade urbana é hoje o principal entrave das cidades brasileiras e traz consequências diretas de cunho imobiliário e da frota que está crescendo muito”, destacou João da Costa.

Além das intervenções do poder público, o prefeito chama atenção para a necessidade da participação da sociedade. “A mobilidade é um desafio não apenas dos governos. É importante a participação de todos, inclusive dos pensadores”, afirmou. No fórum o prefeito vai enfatizar as parcerias do município com outras cidades que estão apostando na melhoria da mobilidade urbana. “Fomos buscar parcerias e conhecer experiências de outros lugares. É o caso de Tolouse, na França e de Bragança, na Espanha”, revelou. O município também aposta em obras do sistema viário do Capibaribe Melhor e do PAC da Mobilidade com o objetivo de priorizar o transporte público de passageiro.

SAIBA MAIS

Alguns pontos do Plano de Mobilidade Urbana

1/4 da população tem dificuldade de acessar o transporte público
20 km é o que existe atualmente em ciclovia
424 km é a proposta do plano em ciclovias e ciclofaixas

Objetivos

Interação dos deslocamentos de pessoas e bens com a cidade
Possibilitar o deslocamento das pessoas, reduzir as situações de isolamento
Infraestrutura de mobilidade
Vias, calçadas, metrô, ferrovia, hidrovia e ciclovia
Estacionamentos
Terminais, estações e conexões
Pontos de embarque e desembarque de passageiros e cargas
Sinalização viária e de trânsito
Instrumento de controle e fiscalização
Fonte: Plano de Mobilidade do Recife

 

Fonte: Tânia Passos para o jornal Diário de Pernambuco, no dia 04 de Julho de 2011

 

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