Evento contou com a presença do presidente do Crea-PE, Adriano Lucena, integrantes do CTP e de profissionais

As obras de conclusão da ferrovia Transnordestina, no trecho Salgueiro-Suape, foi tema de debate, nesta terça (18), que contou com a participação do Crea-PE. O presidente do Conselho, Adriano Lucena, integrantes do Comitê Tecnológico Permanente (CTP) e profissionais estiveram presentes no seminário Conexões Transnordestina, realizado no auditório do Complexo Industrial Portuário de Suape.
A retomada da ferrovia é uma das bandeiras do Crea-PE na defesa de obras que impulsionem o crescimento de Pernambuco. O Conselho lidera o movimento Transnordestina Já, que se mobiliza para garantir a conclusão da ferrovia. O evento em Suape fechou o ciclo de seis seminários promovidos no Estado pelo Movimento Econômico e o Grupo EQM, com patrocínio da Sudene.
“O Crea-PE está presente na defesa da Transnordestina e na discussão dos projetos estruturadores, reunindo o CTP e especialistas em logística para mostrar a importância da Transnordestina, que vai gerar desenvolvimento, riqueza e oportunidades para os profissionais da Engenharia, da Agronomia e das Geociências”, ressaltou Adriano Lucena.
Na abertura do evento, o Consórcio de Municípios do Agreste e Mata Sul de Pernambuco (COMAGSUL) entregou um documento à governadora Raquel Lyra, assinado por 14 entidades, com críticas e sugestões ao projeto executivo da ferrovia. Entre os pontos levantados estão alterações no tipo de bitola, que tem impacto no transporte de cargas, e do traçado previsto para a ferrovia. A justificativa é tornar a Transnordestina mais competitiva no trecho pernambucano.
Raquel Lyra garantiu que irá entregar a “Carta de Suape” ao ministro dos Transportes, Renan Filho”. A governadora afirmou que apesar do lançamento do edital para a retomada da Transnordestina, é necessário manter a mobilização para assegurar recursos que permitam o reinício efetivo das obras. “Precisamos lutar para que o orçamento de 2026 contemple a ferrovia com os valores necessários. Vamos aproveitar a janela de oportunidades para garantir os investimentos no nosso Estado”, ressaltou.
O engenheiro Civil e integrante do CTP Maurício Pina foi um dos debatedores do seminário. Pina reforçou a necessidade de estudos mais aprofundados para que se adote a bitola mista, que permite o transporte de diferentes cargas ao longo da ferrovia entre Salgueiro e Suape. O professor destacou também a necessidade de ajuste no traçado do projeto para contemplar polos econômicos, como o de produção de bateria em Belo Jardim e o de Gesso, no Araripe.
André Ludolfo, diretor de Empreendimentos da Infra S.A., responsável no Governo Federal pela ferrovia Transnordestina, garantiu que o edital lançado em outubro prevê a execução de obras de infraestrutura. Segundo ele, isso não impede que haja alterações futuras em relação à bitola, com as obras para a superestrutura. “Vamos construir a linha tronco Salgueiro-Suape e, havendo demanda, podem ser incluídos ramais que alcancem polos que não estejam próximos da linha tronco”, afirmou.













