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Crea Convida aborda desafios e novos modelos de negócio no pós-pandemia para o Polo de Confecções do Agreste

Os desafios para o Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco no pós-pandemia foi tema do Crea Convida da última terça-feira (13). Para falar sobre o assunto foram convidados o economista e presidente do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE), Wamberto Barbosa, o bacharel em Marketing e síndico do Moda Center Santa Cruz, José Gomes Filho e o coordenador do Programa de Pós-graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), engenheiro civil Romildo Morant de Holanda.  A íntegra da live pode ser conferida na TV Crea-PE.

De acordo com Wamberto Barbosa, o primeiro desafio é entender a grandiosidade do setor. Dados do ano de 2017 do NTCPE dão conta de que a atividade gera em todo o estado cerca de 4,6 bilhões, alcançando a produção de 236 milhões de peças por ano e garantindo empregabilidade para quase 50 mil pessoas. Wamberto colocou como desafio a ser superado a falta de infraestrutura para receber compradores de outros locais, como o déficit hídrico da região.

“Em maio de 2020, a redução da produção de confecções no Brasil teve redução de mais de 70%. Acho que a indústria de transformação foi um dos primeiros setores a sofrer com os impactos da pandemia na economia, mas, em compensação, temos sido um dos setores que mais vem se recuperando. De janeiro a maio deste ano a variação de produção foi da ordem de 36,6% e no que se refere ao faturamento tivemos um reflexo de 49,2%. Acreditamos que com o aumento da vacinação tenhamos maior mobilidade no país e, caso ocorra como pensamos, a partir de outubro, o nosso modelo de negócio, que é basicamente presencial, deve apresentar melhora significativa”, comemora o economista.

Assim como Barbosa, José Gomes conseguiu enxergar na inovação as soluções para atenuar os problemas acarretados pela pandemia, como a realização de vendas por meio do aplicativo Whatsapp. A facilidade fez com que qualquer pessoa pudesse vender a sua produção. A mudança, entretanto, trouxe alguns problemas para a maior parte dos empresários que, por falta de mão-de-obra, produziram muito menos do que seria necessário para atender a demanda. “Mas ficamos felizes. Vimos famílias inteiras, inclusive na zona rural, produzindo o seu sustento sem grandes dificuldades nas máquinas. Aqui os 150 mil empregos diretos estão na base da pirâmide. Há pouco menos de 20 anos, tínhamos 19 pontos de vendas, hoje são mais de 36 mil”, disse.

Quanto às dificuldades que deverá enfrentar no pós-pandemia, registrou o aumento da inflação, que vai impactar na compra da matéria prima; o aumento do dólar e o aumento dos preços das mercadorias em cerca de 30%, além da falta de segurança nas estradas. Ao final das apresentações, coube ao professor e engenheiro civil Romildo Morant tecer comentários acerca do polo e fomentar o debate.

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