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Crea-PE participa de apresentação do Plano Municipal de Redução de Riscos de Paulista

Levantamento identificou mais de 40 mil pessoas em áreas de risco no município, além de mapear 174 áreas de risco geológico

Crédito: Paulo Leite/SGB

O Crea Pernambuco marcou presença na audiência pública para a apresentação do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), com mapeamento estratégico das áreas vulneráveis de Paulista, na terça-feira (24), no auditório do Senai, em Arthur Lundgren. A convite da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, o Conselho pernambucano foi representado pelo assessor da presidência, Carles Jurubeba. O levantamento feito pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou mais de 40 mil pessoas em áreas de risco no município. Ao todo, foram mapeadas 174 áreas de risco geológico em Paulista.

Participaram da apresentação, representantes da Prefeitura de Paulista, além da Defesa Civil. A participação do Crea-PE remete à segunda fase da ação de prevenção, já que o levantamento funciona como um raio-x de todas as áreas de risco, com reconhecimento, mapeamento, classificação e categorização dessas áreas. O plano prevê intervenções para mitigar esses riscos. A contribuição do Conselho impacta as ações previstas com base na expertise da Engenharia, Agronomia e Geociências

O levantamento também possibilita captação de recursos para ações de contenção. No evento, a coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Luana Alves, ressaltou a importância dos recursos que estão chegando ao estado e ao município.

“Somente aqui em Pernambuco já são mais de R$ 300 milhões investidos em obras de contenção de encostas, que contemplam 12 municípios. Para Paulista, são mais de R$ 40 milhões em obras, por meio de repasses ao município ou ao Governo do Estado”, destacou Luana Alves, durante o evento.

Conforme dados apresentados durante a audiência, o Brasil contabiliza 150 Planos Municipais de Redução de Riscos em áreas urbanas vulneráveis. Destes, 120 estão em fase de contratação e 30 em execução. Parte desses planos é desenvolvida em parceria com universidades e a Fiocruz, enquanto o Serviço Geológico do Brasil atua diretamente em 10 projetos. Além disso, outros 120 planos estão previstos nacionalmente por meio de cooperação técnica com empresas.

O levantamento feito em Paulista identificou aproximadamente 10.238 imóveis e 40.966 pessoas situadas em áreas classificadas com diferentes graus de risco, sendo estes risco Muito Alto (R4), risco Alto (R3) e risco Médio (R2). O estudo detalhou que 60 setores, sendo 54 classificados como risco alto e seis como risco médio, estão associados a processos hídricos.

Os bairros com maior incidência são Nossa Senhora da Conceição, Jardim Paulista, Pau Amarelo, Maranguape I e II, Fragoso I e II, Engenho Maranguape, Jardim Maranguape e Paratibe. Outros 114 setores estão associados a deslizamentos, dos quais 64 apresentam risco alto, 43 risco médio e sete risco muito alto, abrangendo principalmente os bairros Torres Galvão, Hermes da Fonseca, Jardim Paulista, Arthur Lundgren I e II, Mirueira e Tabajara.

Com informações do Serviço Geológico do Brasil (SGB)

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