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Crescimento do número de mulheres da área tecnológica no mercado e no Sistema são pautados no Fórum Equidade de Gênero

Engenharia Gênero“A mulher não quer ser igual ao homem, igualdade de gênero é aplicar de forma igualitária, tanto para o homem quanto para a mulher, espaços justos para ambos”. Esta foi uma frase de impacto declarada pela coordenadora adjunta do GT Equidade de Gênero do Confea e ex-presidente do Crea-DF, engenheira civil Lélia Sá, durante a primeira, das três palestras do Fórum Equidade de Gênero, realizadas nesta quarta-feira (13/8) durante a 71ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea).

Durante a apresentação da palestra “Equidade de Gênero na Área Tecnológica e Desenvolvimento Humano”, engenheira civil Lélia Sá fez um breve histórico dos principais fatos que marcaram a evolução do papel da mulher dentro da sociedade, citando o espaço que as mulheres conquistaram dentro da Câmara dos Deputados e no Senado. “A mulher do século XXI não é mais feliz sendo somente dona de casa, querem se sentir realizadas no trabalho”, completou Lélia. Ela também falou do papel das mulheres dentro do Sistema Confea/Crea e Mútua e citou algumas conquistas realizadas por grandes mulheres em 80 anos de Confea.

O presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, acompanhado do presidente da Federação Mundial de Organizações de Engenharia (FMOI), o engenheiro civil palestino Marwan Abdelhamid, participaram dos debates.

Abdelhamid, ao falar sobre o evento, citou sua importância para fortalecer as relações entre todas as engenheiras do mundo e disse que será um prazer tê-las junto ao comitê internacional em Paris.

Ao falar sobre a importância do Fórum, Tadeu disse que ainda é necessário avançar nas questões de gênero nacionalmente. “Precisamos transformar o que hoje é apenas um grupo de trabalho em comissão permanente. Vamos mostrar o que fazemos internamente, internacionalmente. Não é difícil, basta vontade política. Tenho a certeza de que na próxima Semana Oficial já teremos essa missão vencida”, finalizou.

Caso de sucesso

Engenharia Gênero 2Na apresentação sobre o case de sucesso da Itaipú Binacional, a engenheira civil Margareth Groff falou dos desafios enfrentados pró-equidade no Programa de Incentivo à Equidade de Gênero de Itaipu, implantado na empresa.  De acordo com a engenheira, “foi necessária a resolução de uma série de questões de recursos humanos antes da implementação de uma política de igualdade de gênero. Em alguns lugares, nem banheiros para as mulheres tinham”, destacou.

Para alcançar o objetivo de adesão a programas no estilo daquele criado em Itaipu, Margareth acredita que focar nas empresas pode facilitar a mudança de uma cultura machista, questão ainda muito expressiva no País. “Acreditamos que as empresas são os principais canais para divulgação e implementação dessa cultura”. Com isso, os benefícios para toda a empresa foram grandes como, por exemplo, a melhoria do clima organizacional e o aumento de produtividade.

 Mulheres na ciência e tecnologia

No fechamento das palestras do Fórum, a engenheira Civil e PHD em engenharia agrícola, Irenilza Alencar, contou as próprias experiências de superação de preconceitos e paradigmas da profissão. Falou das grandes dificuldades no cenário internacional, de forma que, antigamente, “o ideal para as pessoas da época era que as mulheres fossem ignorantes, sem direito à educação”.

No Brasil, a situação de rejeição não foi diferente. Os grandes feitos de mulheres não eram divulgados e, por vezes, foram classificados como plágios. No entanto, o histórico tem mudado com os anos. “O crescimento já é notável, tanto que pesquisas mostram 36% das bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa (CNPq) sendo demandadas por mulheres. Ao final da fala, Irenilza destacou o quesito humano que envolve a questão ao destacar que “somos todos seres humanos e devemos nos apoiar para crescermos juntos”.

 Homenagens às mulheres

A assessora da Mútua, Margareth Aparecida Vicente, entregou ao presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva; ao presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros; e à coordenadora do GT Equidade de Gênero do Conselho Federal, engenheira eletricista Darlene Leitão, uma placa em agradecimento ao apoio dado ao grupo Amigas do Peito, que é composto por portadoras e ex-portadoras de câncer de mama.

Todas as palestrantes também foram homenageadas e receberam um certificado de participação que foi entregue pelo presidente do Confea e pela coordenadora do GT Equidade de Gênero, Darlene Leitão. A homenageadas foram a engenheira agrônoma Eugênia Vitória e Silva de Medeiros; engenheira civil Claceana Maria Monteiro Landim; engenheira agrônoma Jacqueline de Freitas Diniz; engenheira agrimensora Maria José Oliveira; engenheira civil Irenilza de Alencar Naas; e engenheira civil Margaret Groff.

Giselle Guedes, Letícia de Almeida e Janine Gonzalez 

Assessoria de Comunicação dos Creas 

 

 

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