Curso de engenharia civil da Aesa solicita formalização no Crea-PE

Representantes da instituição visitaram a sede do Crea, no Recife, nesta terça-feira (20). A Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde funciona desde 1970, atendendo 30 municípios do Sertão pernambucano, contando com cerca de 3 mil alunos
A primeira turma do curso de engenharia civil da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA) completou o ciclo básico. Em visita, realizada nesta terça-feira (20), à sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco, no Recife, representantes da instituição solicitaram a formalização do curso junto ao Crea-PE. Participaram do encontro o vice-presidente do Crea-PE, Stênio Cuentro; o superintendente do Crea-PE, Nielsen Christianni; o coordenador do curso de engenharia civil da AESA, Milton Barros, e o professor Valdemir Barbosa, além do inspetor do Crea-PE, Adriano Frazão. A Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde funciona desde 1970, atendendo 30 municípios do Sertão pernambucano, contando com cerca de 3 mil alunos.
Segundo o coordenador do curso de engenharia civil da AESA, Milton Barros, a formalização da instituição de ensino no quadro do Crea-PE deve beneficiar diretamente Arcoverde. O engenheiro civil espera que o conselho e o município possam criar ações para a região, por meio do curso. “Estamos tentando fazer com que o Crea, junto à prefeitura de Arcoverde, crie ações que possam impactar não somente na capital, mas no interior também. Isso é muito importante para quem vive fora da capital. É levar a troca de conhecimento entre o interior e a capital. Fazer esse cruzamento dos vários ‘Pernambucos’ que temos”, reforça Milton Barros.
Milton Barros, coordenador do curso de engenharia civil da AESA.
Conforme o coordenador do curso de engenharia civil da AESA, o processo de formalização representa uma reaproximação com o conselho que rege a profissão por ele desempenhada. “O Crea é dos engenheiros, então temos que ser tratados com o foco principal. Anteriormente, eu sentia dificuldades aqui para fazer registros das minhas atividades, das ARTs, os trâmites do processo não corriam normalmente. Por isso, eu praticamente abandonei o Crea. Hoje eu estou muito feliz em estar aqui, vendo o Crea ser o conselho que ele deve ser. Um conselho dos engenheiros e não um órgão de alguns”, comemorou.
Stênio Cuentro, vice-presidente do Crea-PE.

A formalização do curso, para o Crea Pernambuco, vai além de iniciativas que visam beneficiar a população local. Com a formação devidamente regulamentada, o conselho garante que o profissional formado pela instituição de ensino saia do curso qualificado, segundo as diretrizes do Sistema Confea/Crea.

“Quando você tem uma instituição de ensino devidamente regularizada junto ao Crea você garante à sociedade que o profissional que será formado por essa entidade esteja preparado de acordo com o regramento que prevê o Sistema Confea/Crea. Passamos a dialogar diretamente com esse profissional, que será formado nessa instituição. Garantindo, com isso, todas as informações sobre a melhor forma da prestação do serviço para a sociedade. A gente coloca todo mundo no mesmo nível de qualidade e excelência e todos no mesmo nível de controle e fiscalização”, pontua Stênio Cuentro, vice-presidente do Crea Pernambuco.