Diretor e inspetor Coordenador do CREA-PE participam de Fórum de Energias do Sertão, em Petrolina

O 2º diretor Administrativo e o inspetor Coordenador do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE), engenheiros Civil e Agrônomo, Edmundo Joaquim de Andrade e Pedro Paulo Ximenes Siqueira, respectivamente, participaram, nesta quinta-feira, 27, na cidade de Petrolina, do I Fórum de Energias do Sertão realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), através da sua Unidade Regional Sertão do São Francisco e, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e dos sindicatos filiados.

Inédito, o fórum contou com a participação de autoridades do setor das diversas matrizes energéticas e fomentou o debate sobre o cenário energético da Região Nordeste para os próximos anos. A presença do Ministro de Minas e Energia, Fernando Filho e do presidente da Fiepe, Ricardo Essinger e de dezenas de especialistas fez do I Fórum de Energias do Sertão um marco para a região.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), falou da atual situação energética do Nordeste, ressaltando que serão realizados investimentos em novas formas de produção de energia, destacando o projeto da usina heliotérmica de Petrolina que devera produzir energia por meio do calor solar e do vapor. “Vão ser 40 milhões de investimentos e o objetivo principal será estudar novas aplicações da energia solar. Vamos iniciar a obra, no mais tardar, em junho e devemos concluir em 12 meses”, promete.

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, com o desenvolvimento acelerado das indústrias, em breve, a energia fornecida não será suficiente para o abastecimento da região. “Aqui, o Vale do São Francisco é um ícone na produção de energia, mas, devido a problemas do rio, a produção tem sido reduzida. Todos precisam ter conhecimento do setor de energia elétrica. Os problemas estruturais precisam ser discutidos para a busca de alternativas para o futuro. Atualmente, estamos supridos, mas se a indústria crescer, a energia não vai dar conta”, sentenciou o presidente.

De acordo com o economista e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, Petrolina precisa de uma política de regionalização da energia. Para isso, é preciso descentralizar o poder que está, segundo ele, em Brasília. “Eu acho que a gente está atrasado. Precisamos de políticas mais regionalizadas com mais poder aos prefeitos e aos governadores”, disse.

Em contrapartida, o prefeito Miguel Coelho (PSB) garantiu que a prefeitura tem trabalhado na distribuição de energia, e que ela será a primeira cidade 100% sustentável do País. “A gente não tem abonança de vento como na Bahia, mas temos solo. Estamos liderando um projeto para que todo o nosso consumo seja proveniente da energia solar. Vamos servir de base para outras cidades que têm o solo como o nosso”, garante.

Também falaram no encontro palestrantes da CNI, Ultragaz, Banco do Nordeste, ANEEL, Celpe, Senai e representantes de empresas do setor privado, que mostraram, em painéis, a grande diversidade do potencial energético do Nordeste e como a retomada da economia nacional vai exigir maior oferta de energia para a região.