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Projeto Terça no Crea traz ao auditório do Conselho debate sobre “Prédios Inteligentes”

O projeto Terça no Crea desta semana trouxe, na noite do dia 30 de abril ao auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), o tema: “Prédios Inteligentes”, com a participação do expositor João Roberto Carneiro Leão Martins, engenheiro eletricista e de segurança do trabalho, hoje Executivo de Vendas da BankSystem, Diretor Executivo da Martins Engenharia, e também Diretor Executivo da Gravatec, com mais de 20 anos de experiência na área de telecomunicações, com atuações no desenvolvimento de Projetos de Treinamentos Corporativos para empresas como Oi, Rede Conecta (PSR), RM ENERGIA, dentre outras.

O palestrante iniciou sua apresentação falando sobre a tecnologia e a aplicação dos recursos tecnológicos que não estão voltadas apenas para a produção de novos gadgets e computadores mais poderosos. Muitas das soluções mais modernas disponíveis no mercado já estão sendo empregadas na construção civil, para levantar edifícios inteligentes e sustentáveis, hoje chamados de “Prédios Inteligentes”. Aqui em Pernambuco temos os exemplos dos prédios: Empresarial Charles Darwin e Barra Home Stay.

Segundo o engenheiro, para se construir esses prédios o mais importante é que antes de tudo seja feito um bom planejamento, verificando as estruturas internas, e externas também, ao empreendimento. Essa concepção do projeto, que vai desde materiais estruturais, parte elétrica, telecomunicações, acústica do prédio, entre outros itens estruturais, é algo fundamental para se atingir o sucesso do mesmo, muitas vezes motivo também para justificar os gastos aos investidores.

Para garantir essa tecnologia aos empreendimentos, tem que se preparar essa rede interna, como composição de equipamentos ativos e passivos de rede, como: Switchs, roteadores, OLTs, ONUs, etc. “Hoje a mina de ouro quando falamos de tecnologia no Brasil é o GPON, uma rede de fibra ótica passiva que serve tanto para operadores de telefonia, como também para energia elétrica, já que sua comunicação é baseada na recepção do sinal de luz (óptico), sendo assim seus equipamentos não dependem de energia elétrica externa para funcionar”, exemplificou João Roberto, alertando os futuros engenheiros para esse novo mercado, que hoje carece de mão de obra qualificada.

Outros exemplos de áreas beneficiadas pelas novas tecnologias são o reuso de água pluvial nos prédios, aproveitamento da energia solar, a climatização inteligente e a automação predial. “Quando falamos em prédios inteligentes, falamos na convergência de tecnologias e também do gerenciamento de infraestrutura em edifícios. Isso significa aplicar soluções de gerenciamento de TI para manter, melhorar a eficiência e reduzir os gastos como, por exemplo, com energia elétrica”, concluiu.

O evento encerrou, após intensa participação do público no debate, onde na ocasião muitos permaneceram no auditório do Conselho para retirar dúvidas com o convidado, ao final da palestra.

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