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Crea Desenvolve mobiliza profissionais gestores e sociedade civil em Carpina para debater a Zona da Mata

Encontro promovido pelo Crea-PE aconteceu segunda (29) e terça (30) no Cetreino-IPA

O Centro de Treinamento do IPA em Carpina recebeu durante dois dias especialistas, profissionais, gestores públicos e privados, representantes do Legislativo e Executivo municipal da região, além da sociedade civil, para discutir a Zona da Mata Norte. Promovido pelo Crea-PE, o Crea Desenvolve levantou o debate sobre a situação e construiu propostas para o futuro econômico, social e ambiental dos municípios.  

Na abertura do encontro, na segunda (29), o presidente do Crea-PE, Adriano Lucena, destacou o esforço do Conselho em levar o debate para todos os profissionais através do Crea Desenvolve. “Esse encontro é para mostrar que Pernambuco precisa se desenvolver com a participação de todas as modalidades da Engenharia, da Agronomia e das Geociências”, afirmou o presidente. 

Após a abertura, a experiência da Cooperativa dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (Coaf), na administração da Usina Cruangi, em Timbaúba, foi apresentada pelo vice-presidente da entidade, Emílio Celso Acioli de Morais. Ele mostrou dados sobre a recuperação e atual situação da usina, que foi repassada aos trabalhadores e está na 11ª safra. A usina conta com 2.918 cooperadores e gera 550 empregos diretos e cerca de quatro mil indiretos. Um dos desafios, segundo Morais, é a falta de mão-de-obra qualificada.

As palestras abriram a programação do segundo dia do Crea Desenvolve, com o objetivo de fornecerem subsídios para o debate e construção de propostas pelos participantes. O geólogo e mestre em gestão organizacional Paulo Victor Chaves, representando o Sindicato da Indústria de Cerâmica para Construção no Estado de Pernambuco (Sindicer-PE), abordou o segmento, sua inserção na região e as potencialidades de mercado na Zona da Mata. 

Já o doutor em Agroecologia Gildo Ribeiro de Santana, do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), falou sobre as potencialidades agrícolas e pecuárias da Mata Norte. Ele abordou a atuação do IPA na pesquisa, extensão rural e recursos hídricos, apoiando as famílias de agricultores do Estado. Finalizando as apresentações, o geógrafo Arthur Albuquerque trouxe o tema do planejamento como base para o desenvolvimento sustentável dos municípios da região e as ferramentas para implementação.

Ao final do encontro, os participantes apresentaram propostas para o desenvolvimento sustentável da Zona da Mata. As proposições tiveram como base três eixos: infraestrutura e desenvolvimento (Eixo 1), desenvolvimento das indústrias cerâmica e sucroalcooleira (Eixo 2) e produção agrícola, pecuária e florestal sustentável (Eixo 3). No Eixo 1, os participantes sugeriram ações como ampliação dos parques de energia solar, planos municipais de mobilidade e plano diretor.

As principais propostas para o Eixo 2 foram capacitação do operador de colheita manual de cana e incentivo ao uso de veículo a álcool, melhorias das condições de trabalho e da matéria-prima prima, além da ampliação das linhas de crédito para cooperativas. Os participantes do Eixo 3 indicaram a produção de mel de abelha nativa sem ferrão, incentivo à municipalização do licenciamento ambiental, fortalecimento dos conselhos municipais de desenvolvimento rural sustentável e o incentivo ao cooperativismo e associativismo. 

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