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Crea-PE acompanha vistoria a edifício no Espinheiro onde parte da marquise desabou

Fiscalização esteve no local e participou da avaliação da estrutura do prédio junto com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Neoenergia

O Crea-PE acompanhou, nesta segunda (26), a vistoria ao edifício Príncipe de Vivar, no Espinheiro, onde parte da marquise desabou, pela manhã. A gerente de Fiscalização, Denise Maia, participou da avaliação do prédio, juntamente com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e a Neoenergia. Não houve feridos. Os moradores dos 18 andares foram retirados e o edifício interditado até que esteja seguro para retorno dos condôminos.

Representante do Crea-PE e dos demais órgãos se reuniram com os moradores no prédio vizinho ao edifício onde houve o desabamento. Durante a reunião, a principal recomendação foi que o condomínio providencie a elaboração de laudo técnico, a ser emitido por profissional legalmente habilitado, com o objetivo de realizar uma avaliação global da estrutura da edificação.

O Crea-PE também irá encaminhar ofício ao condomínio, solicitando a documentação técnica pertinente, incluindo as avaliações estruturais realizadas nos últimos anos, bem como o laudo técnico do engenheiro calculista, a ser emitido após o ocorrido. O Conselho também acompanhará os desdobramentos do caso e permanecerá à disposição para as providências cabíveis.

A gerente de Fiscalização do Crea-PE, Denise Maia, ressaltou que é fundamental que o laudo esteja devidamente assinado e acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). “A partir da emissão do laudo e da ART, o condomínio poderá adotar as intervenções necessárias para a recomposição da edificação”, explicou.

A Fiscalização do Conselho também irá verificar se os profissionais eventualmente contratados para a elaboração de laudos e possível requalificação estrutural possuem qualificação técnica compatível, registro ativo no Crea-PE e se houve a emissão da ART referente aos serviços executados, conforme estabelece a legislação que regulamenta o exercício profissional nas áreas da Engenharia, da Agronomia e das Geociências.

O condomínio não estava realizando nenhum serviço de engenharia, mas um profissional tinha avaliado a estrutura, onde foi identificada uma fissura. No entanto, não houve tempo hábil para realização de um escoramento no local. Durante a vistoria, a Defesa Civil indicou alguns pontos que necessitariam de intervenção. “É importante também avaliar o impacto da redistribuição das cargas, a partir da queda da estrutura”, afirmou Denise Maia.

Denise Maia alertou para a importância de ações preventivas de manutenção nos edifícios, em especial os mais antigos, como o Príncipe de Vivar, com dezoito andares e construído há mais de 30 anos.

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