Riscos de desastres em áreas de risco foram analisados no Terça no Crea

Movimentos de terra, instabilidades do solo em encostas, inundações e enxurradas foram discutidos no Terça no Crea da noite de 01.12. O geólogo Gilmar Pauli Dias, mestre em Geologia na área de Geologia de Engenharia e Ambiental, que atua desde 2014 como Pesquisador em Geociências no Serviço Geológico do Brasil – CPRM. Informou que, na Divisão de Geologia Aplicada, é responsável pelas atividades de mapeamentos de áreas de riscos geológicos, desenvolvimentos de cartas de perigo e cartas suscetibilidade a movimentos de massa e cartas geotécnicas de aptidão urbana.

O palestrante explicou sobre a atuação da CPRM, que sendo ligada ao governo federal (Ministério de Minas e Energia), tem a missão de dar apoio a estados e municípios frente a ameaças geológicas. Equipes de especialistas do órgão cartografam áreas habitadas nas cidades, onde se vê possibilidades de desastres e as consequências sobre vidas humanas. O foco são áreas de risco alto e muito alto, classificando graus de risco conforme de movimentos de massa, e registros a partir da quantidade de evidências da região.

O trabalho todo se baseia na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, Lei 12.608/12. Em Pernambuco, 47% dos municípios foram mapeados, segundo disse, contemplando aspectos de geológicos de terrenos e questões hídricas. A CPRM também faz capacitações de equipes da Defesa Civil. Nos casos de risco muito alto, os profissionais da Cia recomendam intervenções.

O geólogo mostrou fotos com exemplos de cortes de taludes, construções irregulares, lançamento de entulhos, resíduos que podem gerar danos numa encosta, especialmente quando há fluxo de água. Também apresentou trincas no solo, rupturas no muro de arrimo, visualização de árvores inclinadas, marcas de deslizamentos anteriores, indicando locais vulneráveis em Jaboatão dos Guararapes.

Por fim, abordou a necessidade de obras de contenção como muros de arrimo serem feitos com visão mais geral, e ainda analisou ocorrências envolvendo enchentes, com riscos em planícies que tem potencial de serem inundadas. Afirmou que o acúmulo de resíduos em canais tem sido um dos principais agentes causadores de inundações, além de intervenções gerando erosão nos rios. Citou casos nas cidades de Palmares, Ipojuca e Gameleira, onde são feitos estudos, atualizações e emissão de todas as informações de cada área para gestões municipais e estaduais, visando prevenir desastres e proteger vidas.

No chat, participantes como Jorge Cavani, e representantes da Escola de Defesa Civil de PE, SEDEC, deram parabéns pela palestra. Um geoportal da CPRM que disponibiliza dados digitalmente foi divulgado para dados complementares: http://geoportal.cprm.gov.br/desastres/