Tema do Terça no CREA estimula amplo debate entre palestrante e participantes

Na palestra do Terça no CREA desta semana (terça-feira,11), que tratou das Certificações Integradas e Sustentabilidade, o engenheiro eletricista, Sizenando Figueira de Andrade explicou que a busca por lucratividade baseada em processos sustentáveis visa ao equilíbrio entre três pilares: ambiental, econômico e social e que, para obter bons resultados em uma gestão responsável é necessário que as práticas sustentáveis sejam multiplicadas entre todos os envolvidos: fornecedores, parceiros, clientes e consumidores e governos. Para participar das explanações a cerca do tema Sustentabilidade, o palestrante convidou o advogado na área ambientalista, Hélio Gurgel, com o objetivo de enriquecer o debate.

O palestrante lembrou que os desdobramentos da adoção de práticas sustentáveis nas empresas vão muito além da construção de uma imagem de responsabilidade ambiental, positiva para as corporações. Além dos benefícios para o ecossistema, esta postura tem impactos em outro fator imprescindível para as organizações, o financiamento de recursos. Uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos, na medida em que investidores de todo o mundo têm buscado e priorizado empresas sustentáveis, socialmente responsáveis e rentáveis para ser alvo de aplicações financeiras.

“A justificativa por esta preferência é bem fundamentada – os chamados Investimentos Socialmente Responsáveis (SRI) assumem que os empreendimentos sustentáveis estão mais preparados para lidar com riscos econômicos, ambientais e sociais, gerando valor para o acionista a longo prazo”, explica.

O palestrante disse ainda que o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) é uma iniciativa pioneira na América Latina e originada em 2005, financiado pelo International Finance Corporation (IFC), segmento financeiro do Banco Mundial, e conta com desenho metodológico de responsabilidade do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).

Com relação aos objetivos do ISE, explicou que serve como ferramenta para análise comparativa da performance dos empreendimentos listados na BM&FMBovespa. Valoriza a sustentabilidade corporativa e se baseia no equilíbrio ambiental, na eficiência econômica, na justiça social e na governança corporativa.

Com a análise, o índice também classifica e amplia as informações acerca das empresas comprometidas com os princípios citados, diferenciando-as no que diz respeito à qualidade, equidade, transparência e prestação de contas, nível de compromisso com o desenvolvimento sustentável e natureza do produto. Este conhecimento levantado sobre as organizações leva em conta, ainda, seu desempenho em relação às dimensões econômico-financeira, social, ambiental e de mudanças climáticas.

Essas informações fizeram parte de uma extensa apresentação que prendeu a atenção do público formado, na sua maioria, por profissionais do Sistema.