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Blitz do Crea-PE: Rio Ipojuca é alvo de recomendações

Na manhã da quinta-feira, 17.09, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco, Crea-PE, reuniu cerca de 40 pessoas, entre integrantes da diretoria, inspetores e representantes de órgãos e atividades ligadas ao rio Ipojuca, tais como a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado, Gerências Regionais da Compesa no Recife, Caruaru e Gravatá, AMUPE, prefeitura de Ipojuca e de Caruaru, CPRH e o Comitê de Bacia Hidrográfica do Ipojuca. A agenda realizada através de vídeo conferência, durou cerca de duas horas.

O manancial foi analisado por especialistas de diversas modalidades da engenharia, agronomia e geociências, voluntários, durante Blitz do Crea, realizada no final do ano passado. O relatório finalizado neste ano, enviado aos órgãos competentes no primeiro semestre, por e-mail, já durante a pandemia, culminou com essa reunião virtual. Buscamos somar visões e competências, com foco na ação integrada em defesa do rio, conforme explicou o presidente do Crea-PE, Evandro Alencar.

Foi destacado pelos profissionais de engenharia civil, por exemplo, observando pontes nas áreas urbanas de Caruaru e Gravatá, foi verificado o mau uso das áreas que margeiam o leito do rio, estando suas “vazantes” bastante comprometidas, com aterros e construções irregulares e esgotos despejados nas margens, com supressão das matas ciliares ao longo do rio. Na Barragem Pedro Moura Júnior, em Belo Jardim, foi constatado que a estrutura está boa, mas a barragem não tem Plano de Segurança e Plano de Ação Emergencial, mesmo sendo classificada na categoria de risco alto.

A análise química das águas que a poluição é mais intensa no agreste, sendo urgente que os resíduos líquidos sejam tratados antes de serem lançadas no rio. Na Engenharia Florestal, especialmente na foz, em Ipojuca, foi recomendada a colocação de placas informativas referentes à área de proteção, bem como a restrição da entrada de pessoas ao local, fiscalização no combate ao desmatamento ilegal, queimadas e ação permanente de educação ambiental junto aos visitantes e a comunidade local.

Na pauta, foram apresentadas mais conclusões na área de engenharia de minas, de pesca, agronomia, procurando alertar os órgãos competentes para a proteção à vida.

A secretária de Recursos Hídricos de Pernambuco, Simone Rosa, disse que esta iniciativa do CREA-PE é salutar, de grande importância. “Todos estão de parabéns,” pontuou. Sobre a segurança de barragens ela disse que o Brasil está completando 10 anos da política nacional dessa área e que Pernambuco tem sido destaque, empreendendo várias ações reconhecidas no país, em relação a investimentos para se ter barragens regularizadas.

Representantes da Compesa esclareceram que tem conseguido implementar ações do Programa de Saneamento Ambiental do Rio Ipojuca, com recursos da ordem de 200 milhões de dólares, obtidos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID e mais 130 milhões de dólares de recursos locais, com foco principal em ampliar saneamento nas cidades da calha do rio. Luís Oliveira, também parabenizou a agenda do Crea-PE, “estimulando esse tipo de discussão, numa provocação absolutamente necessária”.

Edson Piaba, presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca, destacou a importância da engenharia presente nessa importante discussão, fortalecendo a defesa do manancial e da vida. Fortalecendo a transparência nas ações, o Crea-PE informa que todo o conteúdo do Relatório Blitz do Crea no Ipojuca está disponibilizado para acesso público, através deste link: https://www.creape.org.br/portal/wp-content/uploads/2020/09/BLITZ-DO-CREA-NO-RIO-IPOJUCA-Rev.008-09.04-rev.04.pdf

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