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Condição hídrica do Estado é tema da 9ª reunião de Integração entre Inspetores e presidência do Crea-PE

DSCF7464Os Inspetores do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) participaram, na manhã desta quinta-feira (12),  da 9ª reunião de Integração entre os Inspetores e a presidência do Conselho. Na ocasião, o diretor presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Marcelo Cauás Asfora, apresentou o cenário das questões hídricas no Estado e respondeu aos questionamentos dos representantes do Conselho no Interior de Pernambuco.

Em seu pronunciamento de abertura, o presidente do Crea-PE, Evandro Alencar, agradeceu a presença de todos os inspetores e a disponibilidade de Asfora de participar da reunião e dirimir as dúvidas existentes. “Esse convite veio de uma reunião entre a presidência e os inspetores. Surgiu daqui essa demanda. A questão hídrica de todo o Estado esteve em pauta desde o principio dessa gestão”, pontuou Alencar.

Em seguida, Marcelo Asfora destacou que a problemática da seca ainda assusta os nordestinos. “O que nós precisamos fazer é saber enfrentar os efeitos e as peculiaridades da seca em cada região”, concluiu.  Na oportunidade, Asfora, que também é profissional integrante do Sistema Confea/Crea e Mútua, destacou a ampliação da atuação do Conselho pernambucano. “Eu fico muito feliz de encontrar um Conselho profissional mais voltado para a sociedade. É possível notar a diferença”, explica Asfora.  Segundo ele, o Crea-PE está deixando, aos poucos, de ser apenas um “órgão cartorial, em busca da melhoria das profissões”.

Ainda em seu fala de abertura, ele destacou o papel da Engenharia no desenvolvimento do País. “As profissões dessa área do saber são conhecidas por terem contribuído decisivamente para o processo de desenvolvimento do Brasil. Por isso, me alegro em ver um Conselho voltado para isso”, afirmou. Na ocasião, Evandro Alencar agradeceu os elogios e disse que o ideal ainda está sendo alcançado. “Estamos melhorando e temos muito o que fazer”, disse Alencar.

ÁGUAS DE PERNAMBUCO

Segundo dados apresentador pelo gestor, 88,6% da área de Pernambuco está situada na região do Semiárido brasileiro e 122, dos 185, municípios do Estado estão localizados nesse perímetro. “Aliado a esses itens, nós temos uma topografia que não permite reserva de água. Temos essa limitação física”, ponderou. Ainda segundo o gestor, apesar de fazermos parte da mesma região, cada estado tem a sua diferença.

Ainda durante sua fala, o diretor presidente da Apac destacou as políticas de Recursos Hídricos do Brasil, que normatiza a questão da água no País, e fez um levantamento histórico da seca no Nordeste. “Temos seis séculos de seca e ainda não sabemos conviver com ela. É só lembrarmos das grandes secas. Por causa dela, o Ceará, no ano de 1915 criou campos de concentração para flagelados e deu início a indústria da seca”, explicou.  Ele ainda apresentou os tipos de seca e os impactos climáticos dos fenômenos meteorológicos El Niño, La Ninã e Dipolo do Atlântico.

Para finalizar, ele respondeu diversas dúvidas dos inspetores e disse ter total interesse em parceria com o Crea-PE para fiscalizar os poços artesianos que estão sendo furados sem outorga no Interior do Estado. Por fim, Evandro agradeceu os esclarecimentos e prometeu dar continuidade ao diálogo para formalização de ações conjuntas.

Rui Gonçalves
ASC do Crea-PE

 

 

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