Energia é tema de debate técnico na reunião do CTP

img_3979Dando continuidade aos debates técnicos, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), Evandro Alencar, reuniu os membros do Comitê Tecnológico Permanente (CTP) para a 10ª reunião. Na ocasião, o engenheiro eletricista João Paulo Maranhão e a chefe da Divisão de Convênios e Parcerias (DCOP), Daniele Castro, apresentaram o cenário pernambucano da Energia Hidrelétrica, Térmica Convencional, Fontes Alternativas (Solar e Eólica) e Nuclear.

Para nortear os debates, o engenheiro eletricista João Paulo Maranhão, junto com Daniele Castro, preparou um relatório com um panorama geral das questões elétricas no Estado. “A usina hidroelétrica de Itaparica tem uma potência instalada de 1480 MW que obrigou a formação de um reservatório de água com 11 bilhões de m³. É a maior geradora de energia elétrica instalada em Pernambuco. Em seguida, nós temos a Termo Pernambuco, com 532MW médios que foi construída numa operação casada, onde a quase totalidade de energia está compromissada com a Celpe e a Coelba, e ela usa gás”, explicou Maranhão.

Ainda sobre o perfil elétrico do Estado, o especialista destacou que a Usina Suape II, que usa como combustível fuel oil, tem uma potência instalada de 381 MW e a quarta maior usina de energia elétrica de Pernambuco é a Termo Petrolina, com 137MW nominais de potência instalada. “A título de curiosidade, se houvesse uma secessão que levasse os estados a terem geração própria em substituição ao sistema interligado, essas usinas seriam suficientes para atender às necessidades da demanda elétrica do Estado”, afirmou João Paulo.

Sobre a questão das usinas nucleares, João Paulo explicou que: “a principal e muito importante restrição ao uso da fissão nuclear na produção de energia elétrica é o risco do processo cair fora do controle e isto aconteceu em pelo menos três situações: nos Estados Unidos na usina de Three Mile Island, na Ucrânia, então União Soviética, na Usina de Chernobyl, disparadamente o acidente mais grave, com perdas de maior número de vidas e Fukushima no Japão, onde após terremoto e tsunami, houve acidente no sistema de refrigeração. Embora grave, não se tem notícia de imediatas perdas de vidas humanas. As consequências a longo prazo, sobre o meio ambiente biótico e antrópico, ainda carecem de um maior prazo de acompanhamento e avaliação”, avaliou.

Participaram da reunião, além do presidente do Crea-PE, Evandro Alencar, o chefe de Gabinete, Joadson de Souza Santos, o conselheiro representante do Plenário, Waldir Duarte Costa Filho, a chefe da DCOP, Daniele Castro, os engenheiros Mário Antonino, João Recena e Genildo Nunes.

Rui Gonçalves
ASC do Crea-PE