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Comissão Técnica do Crea-PE reúne-se com órgãos municipais, estadual e federal no dia 20

Recife, 07 de janeiro de 2010 – A Comissão Técnica para Melhoria da Segurança e da Qualidade do Meio Ambiente Construído do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) decidiu, ontem (06), agendar para o próximo dia 20, às 9h, na sede do Conselho, uma reunião com os órgãos de defesa civil e controle urbano municipais do Recife, Olinda, Paulista, Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, a Secretaria das Cidades, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as secretarias de Saúde municipais e estadual, para debater as diretrizes de um modelo de ações preventivas contra os possíveis desastres das forças naturais que venham ocorrer cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR).

“Cada órgão trará seus planos de ações para a prevenção diante dos efeitos aos efeitos das grandes precipitações prováveis no inverno de 2010. Dessa forma, queremos desenvolver as diretrizes de um modelo de prevenção para minimizar ou evitar as consequências das inesperadas tragédias naturais no Estado”, disse o presidente do Conselho, José Mário Cavalcanti. Na opinião do presidente, se houver um planejamento das ações, catástrofes como a de Angra dos Reis (RJ), São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul poderão ter seus efeitos bastante minimizados.

A comissão também apresentará às prefeituras o conceito de engenharia e arquitetura pública , que garante assistência técnica às construções de casas para as famílias de baixa renda, evitando as construções irregulares. O engenheiro Afonso Vitório solicitou a inclusão de um pedido de atualização ou elaboração dos mapas das áreas de riscos das cidades pelas prefeituras.

De acordo com explicações do vice-presidente do Crea-PE, Maurício Pina, as áreas com maiores adensamento populacional são as que correm os maiores riscos de acidentes. Na opinião de Pina, é necessária a participação tanto do poder público como da população. “Por falta de conhecimento, a população planta bananeira nas encostas. Aquilo é um perigo porque essas plantas absorvem a água nas raízes, provocando acúmulo de líquido e o possível desmoronamento”, destacou Pina, lembrando também dos lixos jogados nos rios, córregos e canais.

Na opinião do professor Romilde Oliveira, a colocação de lonas plásticas nas barreiras representa, apenas, uma medida emergencial, mas o perigo para moradores do local permanece, pois estão encobertos os verdadeiros problemas das áreas de risco. “A medida visa reduzir a saturação das águas nas barreiras, entretanto ela é uma ação puramente paliativa”, disse.

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