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José Mário participa de homenagem a Poli pelo centenário na Câmara Municipal do Recife

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), José Mário Cavalcanti, participou, na manhã de hoje (21), da homenagem prestada pelo presidente da Câmara Municipal do Recife, vereador e conselheiro Jurandir Liberal, ao centenário da Escola Politécnica de Pernambuco (Poli), da Universidade de Pernambuco. Além do presidente do Crea-PE, a mesa da solenidade foi composta pelo presidente do Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco (Senge-PE), Fernando Freitas; do diretor da Poli, professor Pedro Alcântara Neto, e o vice-reitor da Universidade de Pernambuco (UPE), Rivaldo Soares de Albuquerque.

 

“Quando eu era presidente do Clube de Engenharia, em 95, vivenciei os 100 anos da Escola de Engenharia da UFPE. Agora, quis o destino que eu mais uma vez presenciasse o centenário de mais uma escola Engenharia, a Poli. Sinto-me honrado em participar desse momento histórico. O Crea-PE parabeniza os dirigentes e funcionários pelo papel fundamental de formação acadêmica, garantindo para a liderança de Pernambuco, em relação ao Nordeste, em técnicas e procedimentos de engenharia. Desejamos mais cem anos de glória”, disse o presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti.   

De acordo com o vereador Jurandir Liberal, a atuação da Poli no contexto acadêmico tem grande importância para a área de Engenharia, pois oferece cursos de graduação, de pós-graduação, formando técnicos em Elétrica Eletrônica, Mecânica Industrial, Computação, Telecomunicações, Civil, entre outras. A Poli tem cerca de três mil alunos, 156 professores e 43 funcionários.

“É com muito orgulho que, como presidente da Câmara Municipal do Recife, profissional de engenharia e conselheiro do Crea-PE, posso fazer uma saudação aos diretores, funcionários, estudantes, professores e demais profissionais que fazem a Escola Politécnica”, disse Jurandir Liberal, na abertura da reunião, referindo-se às pessoas que ocuparam o plenário e as galerias.

 Ele ressaltou que a Escola Politécnica de Pernambuco não é, apenas, uma casa de ensino. “Trata-se de um exemplo da abnegação de tantas pessoas que, de forma voluntária, ajudaram a construir sua história. uma casa de ‘fé, trabalho e esperança”. Acrescentou que a instituição, desde 1912, é um marco na formação de profissionais que protagonizaram a história da engenharia em Pernambuco. E considerou que os idealizadores Ricardo José da Costa Pinto, Joaquim Cavalcanti Leal de Barros, José Faria Neves Sobrinho e José Paulo Barbosa Lima foram visionários ao compreenderem a importância de fundar a escola, para Pernambuco e o Brasil.

 Num resumo da história da instituição, o vereador disse que a escola, cuja grafia era Polytéchnica, iniciou suas atividades em seis de março de 1912,  em parceria com Paul Wolf, proprietário do Colégio Alemão, situado na Estrada Ponte D’Uchoa, número 49. “A Polítécnica nasce em um período de muitas transformações em nosso país”, disse.

Em 1937, o diretor José Jayme adquiriu o casarão da Rua Benfica, onde instalou a escola. A ampliação da sede ocorreu na gestão de José Torres Pires. Ele conseguiu, inclusive, sensibilizar o maior mecenas da politécnica, o industrial Antônio Ermírio de Moraes, a investir na instituição. “Em 1974 e 1975, tivemos a administração brilhante da única mulher a assumir a direção da escola: a professora de matemática superior Esmeraldina Pereira da Silva. Ela também foi a primeira mulher engenheira formada pela escola de engenharia de Pernambuco, em 1944”, disse Jurandir Liberal.

Jurandir também citou a contribuição do professor e diretor Breno Rodrigues de Sousa, que levou o conceito de universidade-empresa para a politécnica. Em seguida, disse que o apoio da Poli foi fundamental, para que, em janeiro de 1952, a Universidade Católica de Pernambuco – Unicap, fosse reconhecida, pelo Ministério da Educação (MEC). Ao final do discurso, ele entregou uma placa comemorativa do centenário da Poli ao diretor da escola, professor Pedro Alcântara.

No discurso de agradecimento, logo em seguida, o professor disse que a homenagem representava o reconhecimento da sociedade ao trabalho da Poli. “No decorrer de um século de existência surgiram muitos obstáculos mas, no meio da adversidade, os que fizeram a instituição souberam transformar problema em oportunidade e sempre saíram vitoriosos”, disse. Segundo Pedro Alcântara, a escola já formou mais de 10 mil engenheiros que atuam em diversas áreas. “São profissionais que ajudaram e continuam ajudando a alavancar o desenvolvimento desta cidade, deste Estado, deste País”, observou.

Kele Gualberto

ASC do Crea-PE

Com informações da Câmara dos Vereadores

 

 

 

 

 

 

 

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