Parceria com Agência Brasileira de Cooperação pode ser ampliada

Disposto a continuar a parceria que a Agência Brasileira de Cooperação iniciou com o Confea há um ano, o diretor da entidade, Marcos Farani, acenou com a possibilidade de criar projetos de assistência técnica a países atingidos por desastres naturais.

A proposta surgiu na audiência realizada na tarde de ontem quando ele recebeu de  representantes do Sistema Confea/Crea, um relatório que a partir da formação de um Grupo de Trabalho, delineou linhas de ação para ajudar a reconstrução do Haiti atingido em janeiro de 2010  por um terremoto que devastou o país, ceifou vidas e derrubou milhares de construções. Entre elas, a sede do Conselho Nacional de Engenheiros e Arquitetos do Haiti e toda a documentação existente relativa a profissionais, normas de fiscalização, publicações e registros importantes sobre a entidade.

Durante o encontro, Kleber Souza, conselheiro federal e coordenador do GT, informou que em seminário promovido pelo Confea, realizado em Foz do Iguaçu (PR), em janeiro passado, os engenheiros haitianos participantes manifestaram “grande interesse em conhecer a fundo a metodologia de trabalho do Sistema Confea/Crea, quanto a criação de normas e ações de fiscalização”.

Presente ao encontro e ao reforçar as informações passadas a Farani, José Mário Cavalcanti, coordenador adjunto do GT e presidente do Crea de Pernambuco, afirmou que “o Sistema é referência para diversos países, inclusive para o Haiti”.

Aloisio Dornelas, por sua vez, engenheiro civil que esteve no Haiti e também participou do encontro, afirmou que “os engenheiros e arquitetos haitianos precisam de uma entidade de representação e que fiscalize as obras de reconstrução do país”.

Mara Araújo assessora e José Carlos Bezerra, superintendente da Agefis (Agência de Fiscalização do Distrito Federal), também manifestaram interesse em participar “e passar nossa experiência aos haitianos”, afirmou Mara.

Farani reconheceu que o trabalho em relação ao Haiti “é difícil, delicado”. Chamou atenção para a atuação do governo recém empossado e lembrou que a “ABC atua por demanda e que países da América Latina e África podem receber ajuda técnica da agência e do Confea para se recuperarem”.

“Um projeto de ajuda não se define em duas ou três missões, são necessários muitos contatos e visitas, workshop para que a gente elabore bons projetos que possam ser aplicados à realidade daquele país”.

Maria Helena de Carvalho

Assessoria de Comunicação Social do Confea