Cden renovado no Encontro de Representantes

Recife, 26 de fevereiro de 2013

"O Cden não está rachado, está fortalecido por nomes representativos". O depoimento do conselheiro federal e agora presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc), Francisco José Teixeira Coelho Ladaga (em substituição ao ex-coordenador adjunto do Cden, Ney Perracini), deixou claro os desafios dos novos coordenadores do Colégio de Entidades Nacionais (Cden). Eleitos por uma diferença de dois votos, contra os 11 obtidos pelo eng. agric. Valmor Pietsch e pelo eng. mec e seg. trab. Francisco Machado, o coordenador, eng. alim. Gumercindo Ferreira da Silva, e o coord. adj, eng. mec. Jorge Nei Brito, agradeceram a confiança e se disseram dispostos a desenvolver um trabalho significativo para o Colégio. “Vamos continuar unidos”, ressaltou o presidente do Confea, eng. civil José Tadeu. A eleição transcorreu na tarde dessa terça-feira (19/2), durante o primeiro dia de atividades do Encontro de Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua, que terminou nesta sexta-feira (22/2), na Universidade Correios. Após um minuto de silêncio em reverência às vítimas da tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, os representantes das entidades apresentaram seus informes. O vice-presidente de relações institucionais do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape), Radegaz Nasser Júnior, sugeriu que a tragédia estimulou eventos como o seminário de Normas de Inspeção Predial, que ocorrerá em São Paulo, no mês de abril, numa parceria do Ibape com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Outro evento a ser promovido pelo Ibape será o Seminário de Normas Internacionais, também em São Paulo, em abril”, disse Radegaz. Outro depoimento baseado na catástrofe de Santa Maria veio do novo presidente da Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (Anest). Para Francisco Machado, cabe aos profissionais da engenharia “fazer política pública”. Ele considera que corpo de bombeiros, prefeituras, empresas e a própria banda podem ser responsabilizados, afirmando a posição política dos profissionais do Sistema. Ainda enquanto representante da Associação Brasileira de Engenheiros de Alimentos (Abea), Gumercindo Ferreira informou que um dos objetivos da entidade este ano será a efetivação do dia 16 de outubro como data da categoria e ainda o encaminhamento de uma petição pública para que o engenheiro de alimentos possa desempenhar a função de fiscal agropecuário. O primeiro dia dos debates foi marcado também pelo lançamento do livro “Memória da Abenc”, em que, com apoio do Cden, o ex-presidente da entidade, Ney Perracini, discorre sobre seus 34 anos de atuação. “Foram seis meses, descrevendo vários detalhes da consolidação desta entidade”, comenta o engenheiro civil. Com tiragem de dois mil exemplares, a obra será distribuída a instituições de ensino superior e ainda a outras entidades. O ex-coordenador do Cden, tec. ind. Ricardo Nascimento, agradeceu à heterogeneidade do Colégio, cujo nível de unidade sempre foi percebido por todos. “Terminamos esse mandato com o projeto consolidado, aprovado pelo Colégio de Presidentes para continuar os estudos de implantação dos Colégios de Entidades Regionais (Cder)”, declarou, referindo-se ao projeto comentado pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Ensino Técnico Industrial (Abeti), Jessé Lira. Ricardo Nascimento mencionou ainda projetos que visam à obtenção de linhas de crédito pelo Colégio e destacou que o Cden hoje goza de respeito no plenário do Confea. Já o coordenador da Comissão de Articulação Institucional do Sistema (Cais), eng. civ. Marcelo Morais, destacou que “o Cden será fundamental para que saiamos da Soea com o Sistema modernizado”. Novas metas e primeiras discussões Após a disputa eleitoral, o novo coordenador do Cden, eng. alim. Gumercindo Ferreira, comentou que o Colégio de Entidades Nacionais evoluiu muito nos últimos anos e considerou que é preciso agora continuar a busca pela sustentabilidade das entidades, valorizando seu lugar no Sistema. “Queremos que nossa gestão tenha ainda mais visibilidade, mais participação. Vamos discutir nosso regimento interno, o Colégio de Entidades Regionais, aproximando ainda mais as entidades do Confea”, comentou o coordenador, que no dia seguinte, liderava uma comissão que foi recebida pelo deputado federal Dr. Grilo (PSL-MG) para tratar do projeto de lei 4645/2012, que pretende possibilitar às entidades de classe a emissão de cursos de especialização em suas respectivas áreas. “Vamos apresentar uma proposta de emenda, mas será um processo longo”, sugeriu o coordenador do Cden.

No dia seguinte, o Cden retomou uma discussão que vem encampando desde o final do ano passado, em torno do posicionamento contra o iminente monopólio que as concessionárias de energia elétrica estariam prestes a promover, retirando dos profissionais da área tecnológica competências como a elaboração e execução de projetos; construção, manutenção e reforma de redes e a comercialização de equipamentos. Uma competição injusta, compelida por uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na visão do novo coordenador da Coordenadoria das Câmaras Especializadas de Engenharia Elétrica (CCEEE), Luiz Cláudio Werner, há o risco de formação de cartel e a resolução seria até mesmo inconstitucional. “Quem vai concorrer com a concessionária?”. Ele participou dos debates com o Cden junto à conselheira federal e eng. eletric. Darlene Leitão, que também integra o grupo de trabalho do Sistema que vem acompanhando a discussão. Durante os debates, o representante do Instituto de Engenharia, Edemar Amorim, se colocou a favor da realização de um evento nacional para fortalecer a posição da categoria.  
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