Economia aquecida e obras de infraestrutura no Estado aumentam demanda por engenheiros e técnicos

Nas mãos dos profissionais da construção civil está uma das maiores responsabilidades: continuar alavancando a economia pernambucana. Com crescimento em 2011 acima dos 15% (de acordo com Agência Condepe/Fidem e IBGE), o setor é um dos principais motivos do incremento no número de empregos formais e do aumento do PIB do Estado. Para este ano, a estimativa é que pelo menos seis mil postos sejam abertos para áreas que vai de engenharia civil à segurança do trabalho e saneamento.

Com salários atrativos e grandes empreendimentos aportando em Pernambuco, o curso de engenheiro civil se tornou um das principais metas de quem deseja entrar no mercado de trabalho da construção. Segundo o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), José Mário Cavalcanti, o que chama a atenção dessas pessoas é o fato de o setor ter respondido de forma direta a empregabilidade dos profissionais com formação. “As ofertas aumentaram de um tempo para cá e continuam grande. Hoje, posso dizer que o mercado absorve quase 100% dos egressos de universidades e os profissionais com cursos técnicos”, garante.

Para se ter uma ideia, no período de um ano, entre março de 2011 e março de 2012, cerca de 20 mil postos de trabalhos foram criados no setor. Um aumento de mais de quase 14% se comparado com o ano anterior e que, de acordo com estudo realizado pela Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento, é reflexo da implantação de empreendimentos e obras de infraestrutura no Estado.

Foi justamente esse crescimento de oportunidades que deu um empurrãozinho na decisão de Jonathas Justino, 19 anos, em fazer engenharia civil. Terminando o curso de edificações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), ele viu no mercado da construção civil a chance de crescer profissionalmente. “Quando vi a notícia de novos investimentos no Estado e que aquilo modificaria o mercado de maneira geral, optei pela carreira. Hoje, pretendo entrar na área de fiscalização e vistoria de obras”, conta o estudante, que também pretende colocar em prática o lado empreendedor da profissão. “Além das obrigações de um engenheiro, quero complementar o trabalho com uma visão empreendedora, já que somos responsáveis por gerir cada obra”, afirma.

Inúmeras outras profissões podem ser beneficiar com o crescimento do mercado da construção civil. Estão entre elas, arquitetos, designers de interiores, técnicos em saneamento, os fabricantes de material de construção e até mesmo quem trabalha no fornecimento de combustível para o setor. “Ainda há os instaladores de peças, operários de montagem, suporte de máquinas e equipamentos, fabricantes de dispositivos de transporte verticais”, complementa José Mário, que avisa: por enquanto, ainda não faltam empregos.

“Hoje o mercado ainda precisa de muita gente. Qualquer um que saia de um curso está tendo chances, mesmo que não tenha uma formação completa. As próprias empresas estão se encarregando de especializar as pessoas dentro do seu processo de produção. Ainda há carência de profissionais no setor, mas já estamos chegando no equilíbrio”, avisa.

Fonte:

Juliana Godoy
Jornal do Commercio