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Eduardo Campos recua na construção dos viadutos da Agamenon Magalhães

Recife, 04 de abril de 2013

O governador Eduardo Campos decide por não construir, pelo menos neste momento, os quatro viadutos na Avenida Agamenon Magalhães, considerada como uma das vias mais importantes do Recife e das cidades vizinhas. A decisão foi divulgada, na manhã desta quinta-feira (04), no Centro de Convenções, em reunião com a comunidade técnica formada por engenheiros, arquitetos e urbanistas, representados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-PE), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PE), Universidades Católica (Unicap) e Federal de Pernambuco (UFPE).   

De acordo com o governador, nesta primeira etapa, será construído o Corredor de Transporte Rápido de Ônibus (TRO) Norte/Sul, no trecho entre o Shopping Tacaruna e o Terminal Integrado Joana Bezerra. As obras devem começar em julho deste ano, mas só devem ficar prontas em outubro de 2014, um trimestre após a Copa do Mundo. Depois de concluída essa obra, Eduardo Campos disse que sua equipe irá analisar o comportamento da mobilidade na área para ver se há a necessidade de outras soluções.  

“Estamos fazendo uma aposta no transporte público com diversos modais, entre eles bicicleta, barco, metrô e ônibus. O mais importante é implantarmos o corredor. Os viadutos são acessórios”, disse o governador.   

Essa decisão do governo é resultado da soma de esforços de engenheiros, arquitetos e urbanistas, que se mobilizaram e fizeram audiência pública, elaboraram documentos técnicos contra a construção dos viadutos que estava sendo apontada pelo Estado como sendo a melhor alternativa para melhorar a mobilidade no Recife. Por esse motivo, a notícia foi recebida com bons olhos pela comunidade técnica, que há mais de um ano entrou nesse processo de discussão. 

“Estão sendo dadas as alternativas para a mobilidade das pessoas com ciclovias, calçadas, corredores exclusivos de transportes públicos e integrando os modais. Certamente, isso reduzirá o fluxo de transporte individual nos eixos viários. Talvez esta redução permita dispensar a construção dos viadutos a curto e médio prazo. Em longo prazo, outras soluções urbanas poderão ser aplicadas e a os viadutos passem a ser descartados totalmente do planejamento urbano”, defendeu o presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti.   

De acordo com a presidente do IAB-PE, Vitória Régia de Andrade, o governador tomou a decisão mais acertada no momento. “Existem várias alternativas para se melhorar o trânsito naquele trecho da Agamenon Magalhães, que não seja a construção de viadutos", avaliou a presidente do IAB-PE, Vitória Régia de Andrade.

Para ela, "os países mais avançados já começaram a derrubar seus viadutos. Não podemos ir na contramão do planejamento urbano moderno, pois está provado que viadutos não resolvem o problema do trânsito e provocam a degradação urbana no local onde são instalados".

Viadutos
Os quatro viadutos seriam construídos entre o Parque Amorim e a entrada da Avenida Rosa e Silva, onde fica a Mc Donald’s; no final da Avenida Rui Barbosa, ligando até o outro lado da via, perto do Colégio Americano Batista; no final da Rua Dom Bosco, perto do Colégio Contato, e ligando os motoristas até o outro lado, no Hospital da Restauração; e na Rua do Paissandu até o outro lado da Agamenon Magalhães. A intenção era eliminar os cruzamentos existentes na área e, com isso, aliviar o trânsito.

Corredor Norte/Sul
Serão nove estações de ônibus sobre o canal que passa pela Agamenon Magalhães, cada uma com capacidade de 1,2 mil pessoas. Os veículos terão duas faixas, enquanto os carros e motos ficarão com três faixas de cada lado. 

Os ciclistas terão uma ciclofaixa ao lado do canal para transitar na avenida. Entre os outros serviços previstos, está a construção de passarela para pedestres nas comunidades do Chié, de Santa Luzia e na Ilha do Joaneiro. O alargamento do viaduto que passa pela Avenida João de Barros também foi anunciado, além da revitalização das calçadas ao longo da Agamenon Magalhães.

 

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