Engenheiros debatem sobre ruídos no trabalho

Recife, 06 de dezembro de 2012

Profissionais da Engenharia de Segurança do Trabalho foram homenageados, na noite da última segunda-feira (04), pela Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho (Ceest) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) com a palestra do professor de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina, Samir Gerges, sobre “A exposição ao ruído ocupacional: instrumentos, formas de medição e eficácia da proteção”. Na abertura do evento, o presidente do Conselho, José Mário Cavalcanti, parabenizou a iniciativa da Ceest, através do coordenador Antônio Carlos Castelar, de trazer um debate de tão grande importância para os profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua.

José Mário ainda destacou o processo de luta e conquista dos engenheiros de Segurança do Trabalho. “A Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho foi constituída sob duras penas, com muito sacrifício e luta. É necessário um espaço próprio para os profissionais que têm uma especialidade tão importante. Entretanto, hoje existe uma decisão técnica e burocrática do Confea que está colocando os engenheiros de Segurança do Trabalho na mesma Câmara de Geologia e Minas. Estamos lutando para que o Confea reveja essa decisão plenária. Não vou sossegar até ganhar essa luta. Já está mais do que comprovada a importância dessa Câmara para o bem estar social”, assegurou José Mário.    

O coordenador Castelar agradeceu o apoio recebido e acrescentou que “segurança do trabalho é a preservação da vida”. Ele aproveitou o momento para fazer um balanço do primeiro ano de gestão da Câmara, no triênio 2010 a 2012, e explicar historicamente como surgiu a necessidade de profissionais para assegurar a segurança no trabalho.

Sobre a palestra, o professor Samir Gerges explicou os conceitos de ruídos e som, a formação das ondas de pressão sonora e as grandezas das medidas para a acústica. Ele ainda detalhou o ouvido humano, considerando-o como muito sensível ao ruído. “Se uma pessoa é exposta ao ruído por um período de 10 anos ou mais, sendo oito horas de trabalho, a perda auditiva é irreversível. A mulher ainda é um pouco mais resistente, mas também sofrerá as consequências. Quando a perda auditiva é de 30 decibéis a gente já fica muito preocupado”, explicou o professor.

Gerges apresentou os diversos tipos de protetores auriculares, que são fundamentais para a redução do ruído. Entretanto, ele deixou claro que, em todos os casos, ainda há um vazamento do ruído para dentro do ouvido. “Os fabricantes dos equipamentos devem fornecer a atenuação medida e o Nível de Redução de Ruído”, disse. Ele ainda acrescentou que as cabines audiométricas não fornecem informações corretas. 

Kele Gualberto
ASC do Crea-PE