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GT solidário trabalha na segunda área mais atingida pela enchente em Palmares

Na quarta incursão do Grupo Técnico (GT), formado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), à Palmares, no último sábado (14), os cerca de 40 voluntários trabalharam no setor 1, próximo à Usina Norte/Sul. O resultado do que chamaram de esforço concentrado, foi a avaliação de cerca de 180 imóveis construídos numa das áreas mais atingidas pelas águas. Apesar do bom resultado, de acordo com o coordenador do GT, arquiteto Ney Dantas, todas as vezes que o trabalho é iniciado a expectativa do número de vistorias e sempre inferior à realidade. Nesse ponto da cidade, também conhecido como Cohab I, a estimativa era de 300 vistorias, no entanto, segundo o arquiteto, terão que ser feitas uma média de 600. A área ribeirinha foi a primeira a ter o levantamento dos estragos concluído pelos técnicos do GT.

O trabalho dos técnicos consiste em diagnosticar as condições estruturais dos imóveis e avaliar, a partir daí, a possibilidade de serem reformados. Caso contrário, a interdição é feita para garantir a segurança da população. Cada imóvel vistoriado gera um Laudo de Vistoria que, juntamente com fotografias comprovará as condições atestadas pelos técnicos e subsidiará as ações do Governo do Estado, especialmente, nos casos em que for necessário o pagamento de indenizações.

Ainda com relação às indenizações, vistorias realizadas pelo Instituto Pernambucano de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ipeape) deverão ser iniciadas nos próximos dias. Aos técnicos do Ipeape, caberá definir o valor venal de cada imóvel que será demolido, para que o Estado faça o ressarcimento dos prejuízos aos desabrigados.

Com relação ao trabalho realizado no Rio Una, o engenheiro de pesca Sérgio Catunda explicou que o grupo formado por cinco profissionais das áreas de pesca e florestal realizaram o trabalho em duas partes: na primeira, percorreram de barco as margens do rio em toda a extensão do município e, na segunda parte, fizeram, a pé, um percurso de cerca de 10 km. Segundo Sérgio Catunda, nessa “expedição in loco”, o que pode se concluir, preliminarmente, “É a existência de um enorme desgaste da mata ciliar e um acentuado processo de assoreamento nas margens do rio”. De acordo com as explicações do engenheiro de pesca, o Código Florestal estabelece que as margens tenham medidas estabelecidas em função da largura do rio.

Para sanar os primeiros problemas detectados pelos engenheiros, Catunda explica que será necessário o replantio da mata ciliar e a dragagem do rio para que a ação do assoreamento seja contida e que a largura do Rio Una seja restabelecida, possibilitando assim, o cumprimento das leis ambientais. Sérgio disse ainda, que deverá ser necessária a continuidade do trabalho para, entre outros detalhes, descobrir que tipos de empreendimentos existem, nos limites do município de Palmares, acima e abaixo do rio, para que, com esses dados, possa realizar um trabalho completo de diagnóstico ambiental tanto de água como de terra.

A nova ida à Palmares está sendo planejada por todas as entidades de classe que compõem o Grupo de Trabalho (GT): Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco (SENGE-PE); Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais (APEEF); Clube de Engenharia de Pernambuco (CEP); Instituto Pernambucano de Avaliações e Pericias de Engenharia (IPEAPE); Sindicato dos Arquitetos do Estado de Pernambuco (SAEPE); Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Universidade de Pernambuco (UPE); Associação dos Engenheiros de Segurança do Trabalho de Pernambuco (AESPE); Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/PE); Sindicato dos Técnicos de Pernambuco (SINTEC-PE); Associação Profissional dos Geólogos de Pernambuco (AGP) e Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE).

Dilma Moura

ASC do Crea-PE

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