Petrolina acorda com discussões acerca da arboricultura

 

A manhã do segundo dia (01) do 3º Seminário Pernambucano de Arborização Urbana contou com três importantes palestras. A Eng. Florestal Alessandra Cristina de Oliveira, da Fundação de Parques e Jardins da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro,apresentou o Manejo da Arborização nas Cidades – Acessibilidade/Serviços Públicos. Já o mineiro Carlos Alberto de Sousa mostrou a experiência adquirida como coordenador do Programa Premiar, da Companhia Elétrica de Minas Gerais (CEMIG). Ainda pela manhã, o diretor da Sanvale Gestão Ambiental e Sanpack Logística Reversa Ambiental Ltda, Rogério Ribeiro, empresa que atua há 20 anos atuando no mercado, ministrou a palestra A Poda das Árvores Urbanas e o Processo de Compostagem Otimizada.
 
A carioca Alessandra Cristina de Oliveira abordou um conteúdo bem voltado para a acessibilidade e como aliar o tema a arboricultura urbana. Segundo dados trazidos pela engenheira, 10% da população dos países em desenvolvimento são constituídos por pessoas com deficiência permanente ou temporária. “O planejamento e a urbanização das vias públicas, dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”, citou Alessandra do artigo 3º da lei 10.098/2000.
 
A engenheira florestal falou também sobre as normas da ABNT, as dimensões referenciais para o deslocamento de uma pessoa em pé e na cadeira de rodas e áreas de manobras. Alessandra abordou as condições favoráveis para o piso, a vegetação que pode ser adotada nas calçadas, respeitando os limites de distância e explicou sobre a importância do planejamento de arborização da cidade, englobando os cuidados com as escolhas das espécies e porte das mudas. Foi mostrado ainda imagens de projetos bem sucedidos como o Calçada Cidadã, em Vitória/ES, Calçada para Todos, em Londrina/PR, e o Programa Passeio Livre, de São Paulo/SP.
 
Referência no País no conceito de harmonia entre fios elétricos e árvores, o Programa Especial de Manejo Integrado de Árvores e Redes (Premiar), da Cemig, foi apresentado pelo Carlos Alberto de Sousa. O coordenador falou sobre os objetivos do programa de melhorar o convívio entre arborização e rede, os procedimentos de manejos e o envolvimento da sociedade. Segundo Sousa, só existe o conflito quando não há concordância entre as partes. “Trabalhamos com engenheiros agrônomos e florestais que fazem a avaliação de interrupções para saber em que dosagem deve ser o corte”, explicou.
 
O coordenador do Premiar ainda destacou o projeto chamado Corredores de Vento, no qual se observa o comportamento do vento da cidade. O vento causa impacto direto na arborização e em conseqüência na rede. “Outro ponto interessante para ressaltar é que a Cemig formou a primeira turma de engenheiros arboristas especialistas em sistemas elétricos no Brasil, na Univercemig”, disse Carlos Alberto sobre o programa de formação da empresa.
 
O trabalho de gerenciamento de resíduos da Sanvale Gestão Ambiental foi apresentado, durante o seminário, pelo administrador Rogério Ribeiro. A empresa tem como objetivo proporcionar sustentabilidade aos negócios evitando passivos ambientais através da preservação do meio ambiente. “Já passamos os 11 milhões de kilos com destinação ambientalmente correta”, informou. O diretor explicou sobre a compostagem otimizada, a produção de fertilizante organo mineral e apresentou cases de sucesso.
 
A programação do seminário continua na tarde desta quinta-feira com as apresentações sobre Utilização da Irrigação em Áreas Verdes, do engenheiro agrônomo Urbano da Costa Lins, Inspetor Coordenador da Inspetoria Regional de Petrolina, Educação para o Desenvolvimento Sustentável – Um Novo Olhar para a Arborização Urbana, com o biólogo e Doutor Marco Aurélio Locateli Verdade, diretor do Centro de Educação Ambiental; e a bióloga e pedagoga, Tatiani Roland Szelest, coordenadora do Programa de Educação Ambiental, ambos do Centro de Educação Ambiental da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, e Os Impactos do Novo Código Florestal, do engenheiro florestal Marcílio Viana Luna Filho, presidente da Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais (APEEF).
Vanessa Bahé
ASC Crea-PE