Presidente Dilma Rousseff anuncia investimento de R$ 1 bilhão para Embrapii

Brasília, 22 de março de 2013

 

Foto: Agência Brasil

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No último dia 14 de março, o governo federal apresentou como serão aplicados os quase R$ 33 bilhões do orçamento previsto do Plano Inova Empresas, programa nos moldes do Bolsa Família para tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global por meio da inovação e aumento da produtividade. Desse montante, R$ 1 bilhão será aportado para a Empresa Brasileira de Pesquisa em Inovação Industrial – Embrapii – uma espécie de Embrapa para o setor industrial, que, de acordo com a presidente Dilma Rousseff, fará o casamento entre instituições de pesquisa e empresas privadas.

 

Cons. Fed. Eng. Mec. Júlio Fialkoski, vice-presidente do Confea

Cons. Fed. Eng. Mec. Júlio Fialkoski, vice-presidente do Confea

Para o vice-presidente e conselheiro federal de Engenharia e Agronomia, eng. mec. Júlio Fialkoski, a Embrapii vai suprir a falta de pesquisa no Brasil. “As pesquisas hoje são restritas às empresas que já têm seus interesses. Elas não são universalizadas. Muitos profissionais têm ideias brilhantes, mas não têm recursos”, defende. Assim como o grande gargalo da área abrangida pela Embrapa é a carência nutricional no país, Fialkoski destaca que, para o setor industrial o foco serão a geração de energia e pesquisa em fontes renováveis; e pesquisa em inovações nas produções de motores. “Não temos nenhuma empresa automobilística brasileira. Mesmo a grande empresa que temos, a Embraer [Empresa Brasileira de Aeronáutica], importa suas turbinas. Nós somos grandes exportadores de commodities, mas importamos celulares e computadores a preço de ouro”, completa. Além do aporte de R$ 1 bilhão, a presidente Dilma Rousseff também anunciou que o modelo institucional da Embrapii será de organização social, o que permitirá mais flexibilidade para gestão dos recursos e dos projetos. Os recursos serão provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e outros parceiros. Desde o começo de 2012 a Embrapii está em operação por meio de um programa piloto com três instituições: Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), em São Paulo, na área de biotecnologia; o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro, em energia e saúde; e Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), em Salvador, em automação e manufatura. "[A Embrapii] Nada mais é do que uma estrutura ágil que vai fazer o casamento entre as demandas das empresas. Um catalisador que vai estabelecer uma química entre a demanda empresarial e a infraestrutura tecnológica. Foca na demanda industrial e também um estímulo às instituições de pesquisa e desenvolvimento existentes no País", explicou o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp (MCTI), durante o lançamento do Plano Inova.

 

Eng. Alim. Gumercindo Ferreira da Silva, coordenador do Colégio de Entidades Nacionais

Eng. Alim. Gumercindo Ferreira da Silva, coordenador do Colégio de Entidades Nacionais

Industrial X Agropecuária
O coordenador do Colégio de Entidades Nacionais (Cden) do Sistema Confea/Crea e Mútua, eng. alim. Gumercindo Ferreira da Silva, exemplifica como sua profissão é englobada pela Embrapii.  A atividade de processamento de alimentos, por exemplo, é uma ponte entre as pesquisas na área industrial e na área agropecuária. “O engenheiro de alimentos é uma modalidade multidisciplinar, que envolve engenharia mecânica, industrial, agronômica, etc. O engenheiro de alimento pode se especializar em milho, em trigo, mas também em projeto de equipamentos de processamento de alimentos, e é aí que ele é contemplado pela Embrapii”, explica. Para ele, a Embrapii é importante não só para o mercado e para a sociedade, mas para o profissional, que vai poder desenvolver no Brasil, além de novas tecnologias, também aquelas que já existem no exterior. O Cden engloba, entre outras entidades, a Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial, o Conselho Nacional das Associações de Técnicos Industriais e a Federação Nacional dos Técnicos Industriais.

Beatriz Leal
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Agência Brasil