Crea-PE

Presidente do Crea-PE, Adriano Lucena, recebe comitiva do Sindmetro-PE nesta sexta-feira (13) para discutir os problemas do Metrô do Recife

Gestão disponibilizou o Conselho para participar da construção de um caminho para tornar a empresa de qualidade, com ampliação e geração de empregos

“O Crea defende a empresa pública de qualidade, a ampliação do metrô, a geração de emprego. Não é uma luta fácil. Mas é possível. A gente tem que juntar pessoas. O Crea coloca-se à disposição para construir, caminhar com vocês nessa difícil missão. A gente consegue de forma propositiva construir um caminho para a solução possível neste momento.” Foi com essas declarações que o presidente do Crea-PE, Adriano Lucena, recebeu no final da manhã desta sexta-feira (13) representantes do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) e do corpo técnico da CBTU.

Uma comissão de 11 pessoas participou do encontro, no gabinete da presidência do Crea-PE, que durou pouco mais de uma hora e meia. Lucena recebeu o presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, seu vice-presidente, Valmir Assis, acompanhado do vice-presidente do Crea-PE, Stênio Cuentro, do superintendente de gestão do Crea-PE, Marcos André Carvalho, do presidente do Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco (Senge-PE) e conselheiro do Crea, Mozart Bandeira, e da gerente de gestão de pessoas do Crea-PE, Lívia Estrela.

“Hoje eu venho ver a disponibilidade do Crea-PE se posicionar em defesa do metrô”, anunciou Luiz Soares. “A gente entende que o metrô não pode nem deve prestar o serviço que está prestando e da forma como vem sendo tratado com o sucateamento, com a desvalorização de uma mão de obra extremamente qualificada”, pronunciou-se Lucena. O encontro rendeu não só o apoio do Crea, como também a proposição da criação de um fórum permanente de discussão sobre o metrô e a mobilidade.

Ficou agendado um próximo encontro para o dia 18, às 17h, no auditório do Crea com a participação de outras entidades, a exemplo do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), que já confirmou presença.

Nas suas colocações durante a reunião, Luiz Soares discorreu sobre as dificuldades do metrô, a exemplo da falta de investimentos e consequente sucateamento dos equipamentos. “Com base em estudos e relatórios, hoje o metrô para funcionar bem, o Governo Federal teria que disponibilizar US$ 1,5 bilhão, ao longo de quatro anos, e R$ 300 milhões, por ano, como verba de custeio. Eu tenho certeza absoluta que num período de 6 meses a um ano você já veria resultados importantíssimos para a população e ao final dos quatro anos a gente terá esse metrô praticamente recuperado, atendendo bem à população “, atestou Soares.

Ainda, segundo o presidente do Sindmetro-PE, o intervalo de circulação de trens, que hoje é de 10 a 15 minutos, reduziria para 4 a 5 minutos, garantindo mais gente circulando. “O metrô não é para dar lucro financeiro. Pode-se dar um lucro de outra forma: um sistema que não polui o ambiente, que não provoca trânsito, não provoca engarrafamento, que permite ao usuário chegar com mais rapidez. Em 30 minutos ele já está em casa, com a redução no estresse na vida do trabalhador que chega a passar duas horas no engarrafamento no trânsito. O metrô contribui para diminuir o custo na saúde e contribui com uma série de fatores para a economia do Estado”, garantiu Soares. Ele também defende a criação de uma tarifa social de R$ 2,00.

“Essa é uma questão que passa diretamente pela engenharia”, assegurou Adriano Lucena, destacando que a gente tem a cultura de chegar na Europa e andar de metrô e aqui a gente não anda de metrô. Alega que não tem segurança e uma série de fatores. O metrô não é só um transporte para levar o trabalhador, mas para levar o cidadão”, afirmou Lucena.

O presidente do Crea-PE foi taxativo ao questionar: “Qual o preço da omissão? Por que nós chegamos onde nós chegamos? Temos que fazer uma reflexão das nossas responsabilidades.” Ele continuou: “Hoje, a gente ocupa um espaço em um conselho que tem 12 mil empresas, 42 mil profissionais. Eu não vim aqui para ser omisso, para me curvar diante das dificuldades. Eu vim aqui para me posicionar e dizer aquilo que nós queremos para o futuro com os erros que a gente aprendeu no passado. A gente tem que ter unidade mesmo nas nossas divergências. Precisamos, nas nossas convergências, construir um futuro melhor”.

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