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5ª Reunião do Colégio de Presidentes dos Creas Nordeste ocorre em Maceió

Maceió sediou, na última segunda e terça-feira (22 e 23/11), a 5º reunião do Colégio de Presidentes de Creas do Nordeste, na sede do Crea-AL, sob a coordenação do engenheiro civil Francisco Adalberto, presidente do Crea-RN.

Na pauta do evento, três exposições motivaram os presentes ao debate: a revitalização do Rio São Francisco, palestra apresentada pelo engenheiro agrônomo Inácio Loiola – ex-prefeito da cidade de Piranhas/AL e recentemente eleito deputado estadual por Alagoas; o aquecimento global, com exposição do meteorologista de renome internacional, Luis Carlos Molion, e o resultado da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) realizada pelo Crea de Alagoas ocorrida nas barragens públicas do interior do Estado.

Depois de vários informes feitos pelos presidentes sobre o que está em evidência nos seus regionais, teve início a primeira palestra sobre o Rio São Francisco. O engenheiro Loiola começou sua apresentação, citando Leon Tolstoi “Todos querem mudar o mundo, porém nada faz para mudar a si mesmo”. Aliou esse pensamento à idéia da imposição das autoridades do Governo Federal em transpor as águas do Rio São Francisco para outros estados do Nordeste sem respeitar argumentos técnicos que pedem antes a revitalização do Velho Chico.
 
Ao apresentar dados sobre as vazantes, traçou um histórico do rio antes e depois das barragens, e foi taxativo afirmando que o projeto de transposição põe em risco a união do povo nordestino. “O grande problema começou na construção da represa de Sobradinho que não previu as conseqüências do futuro”, completou.
 
Mostrou com dados técnicos que o aproveitamento das águas subterrâneas do semi-árido setentrional atenderia 100% dos sertanejos com terras irrigadas, podendo gerar um milhão de empregos sem necessidade da transposição. “Primeiro devia ser feita a revitalização – que tem custo estimado em R$ 5 bilhões – para depois se falar em transposição”, argumentou.
 
Se a transposição padece de males inconstitucionais, ficou a sugestão entre os presidentes, no calor dos debates, de se criar um GT dos Creas/NE para, munidos de mais dados, aprofundarem na discussão antes de levar a público a real situação do projeto. Outra proposição foi a visita a Hidrelétrica de Xingó, em 2011, com a realização de outro fórum de debates na cidade de Piranhas, reconhecida como patrimônio da União.
 

Eanes Melo
Assessoria de Comunicação do Crea-AL

 

 

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