Colégio de Presidentes decide não regulamentar entrada de engenheiros portugueses no País

O Colégio de Presidentes dos Creas decidiu, ontem (03), por maioria absoluta, no auditório do Empresarial JCPM, no Recife, por não regulamentar o convênio que permitiria o registro temporário de engenheiros portugueses nos Creas do Brasil. Essa é uma decisão de caráter consultivo, uma vez que a deliberação cabe aos conselheiros federais do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

Antes de iniciar a votação, vários presidentes dos Creas se manifestaram, dentre eles o presidente do Crea-RN, Modesto Santos Filho, que criticou a entrada de estrangeiros para trabalharem no País. “Eu sou contra. Acho que é prejudicial para nós. Com o ingresso de engenheiros do exterior no Brasil, teríamos uma desvalorização salarial dos nossos profissionais”, analisou.

Já na opinião do presidente do Crea-SP, Francisco Kurimori, a entrada do estrangeiro seria salutar para o crescimento econômico do País. Ele fez um pequeno resgate histórico, alegando que o Brasil passou 30 anos com um sistema econômico frágil, alto índice de desemprego e muita pobreza.  

“Os engenheiros ajudaram muito o País a sair desta situação, e prosperar economicamente. Então é justo a gente arranjar formas de proteger esses profissionais”, disse. No entanto, segundo ele, vai faltar mão-de-obra no futuro próximo, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Temos de fazer parceiras com os estrangeiros, a fim de assegurar a mão-de-obra necessária para os nossos investimentos”, disse.

Leonardo Lucena

 ASC do Crea-PE