GT São Francisco faz visita ao Complexo Industrial Portuário de Suape nesta sexta

Os Conselhos dos estados envolvidos com a transposição do rio São Francisco se reuniram na manhã desta sexta-feira (07) para uma visita ao Complexo Industrial Portuário de Suape. Presidentes dos Creas de Pernambuco, Maranhão e Alagoas estiveram presentes na última atividade do encontro do Grupo de Trabalho para acompanhamento das obras de transposição das águas do rio São Francisco, além de representantes dos estados do Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Bahia e Sergipe. O presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, acompanhou a comitiva durante toda a visita.

 
Ao chegar em Suape, o grupo parou para ver as obras da Refinaria Abre e Lima, que está prevista para ser inaugurada em 2013, com investimentos da ordem de R$ 13 bilhões. No prédio da Autoridade Portuária, o diretor do Fórum Suape Global, Sílvio Leimig, recebeu o GT para uma apresentação sobre o Complexo. “Para nós é uma grande satisfação recebê-los. E para mim ainda mais porque também sou engenheiro e tenho meu Crea em dia”, brincou Leimig na abertura da exposição. O diretor ressaltou que o governador Eduardo Campos está trabalhando para fazer parcerias com os estados do Nordeste. “Temos trocado muita experiência com o Ceará, a Bahia e outros estados”, disse Sílvio Leimig.
 
Durante a apresentação, os participantes do GT assistiram a dois vídeos, um sobre a Companhia Siderúrgica Suape e outro mais geral sobre o Complexo. Suape possui 100 empresas em operação e mais 30 em negociação para instalação no local, e gera 20 mil empregos diretos. “De 1978 a 2006 foram atraídas empresas com investimento de 2 bilhões dólares e de lá para cá foram atraídas empresas na ordem dos 21 bilhões de dólares”, explicou o diretor do Suape Global. O presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, disse que acompanha Suape desde o início em 78. Leimig ainda expôs um breve histórico de Suape, explicando curiosidades como procedência indígena do nome, o território estratégico onde fica localizado o Complexo, a estrutura e logística e a preservação ambiental.
 
Após a proveitosa apresentação do diretor Sílvio Leimig, a comitiva se dirigiu ao Estaleiro Atlântico Sul para um “tour” na indústria de navios. Uma equipe do EAS recebeu os participantes, entre eles o engenheiro civil do Estaleiro, Moacir Barreto, que durante o percurso explicou a estrutura e as obras ainda em andamento, junto com Elaine Martins, da comunicação do EAS. No caminho, o grupo visualizou o galpão de montagem, a estação de tratamento de efluentes da pintura ainda em construção, o local onde se produz todos os tubos aplicados nos navios, o paiol de tintas, o dique seco com o segundo navio em andamento, o pátio de chapa e o navio João Cândido, o primeiro do EAS que está em fase de acabamento e tem entrega prevista para março.
 
Vanessa Bahé
ASC Crea-PE