Lançamento de livro sobre energia eólica marca abertura do ciclo de palestras da 70ª Soea

Gramado, 09 de setembro de 2013

Engenheiro eletricista e pioneiro na pesquisa desse segmento, Ronaldo Custódio estreou a programação da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) na segunda-feira (9) apresentando ao público a obra “Energia eólica para produção de energia elétrica”. O livro consolida conhecimento e informações sobre o desenvolvimento dessa fonte energética, sendo fundamental para avançar os estudos nesse setor que cresce exponencialmente no Brasil e no mundo. 

A obra destaca estudos minuciosos sobre terreno e sua influência no vento; a disposição das máquinas para maior eficiência da usina e critérios para definição das distâncias entre os aerogeradores. “O objetivo é disseminar conhecimento para engenheiros a fim de que possam projetar parques eólicos. A pretensão é ajudar a Engenharia brasileira a desenvolver seus próprios projetos e não precisar mais exportar”, afirma o especialista que também dirige o setor de Engenharia da Eletrosul Centrais Elétricas (Eletrosul).

Entusiasta da pesquisa sobre energia eólica, Custódio aponta as vantagens dessa tecnologia para o Brasil. “É uma fonte renovável, causa pouco impacto ambiental e agrega receita para os proprietários de fazendas onde os parques são instalados”, exemplifica. No entanto, as dificuldades para inserção de alternativas no Brasil são os desafios para o governo federal. “O País dispõe de grande potencial hidrelétrico e de baixo custo; enquanto o custo da energia eólica é alto”, explica. Por isso, são necessárias condições para definição de programas de incentivo e política permanente com a proposta de tornar essa alternativa ainda mais competitiva.

As perspectivas da energia eólica no Brasil, de acordo com o engenheiro, demonstram a expansão do setor no que diz respeito à capacidade instalada. “Em 2001, foi classificado na 20ª colocação. Já para 2013, a previsão é de que esteja em 10º lugar”, sinaliza. Quanto à implantação de novos parques eólicos em 2012, o País esteve entre os oito colocados no ranking mundial, sendo os Estados do Rio Grande do Sul, Ceará e Rio Grande do Norte os principais responsáveis por esse resultado.

Para o conselheiro federal, engenheiro eletricista Marcus Vinícius Santiago, que coordenou a palestra, “o papel dos engenheiros na pesquisa e desenvolvimento de projetos é fundamental para que a energia eólica tenha seu custo de produção reduzido e funcione como alternativa às usinas hidrelétricas, que hoje são a principal fonte energética brasileira”.

Equipe de Comunicação do Confea