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Potencialidades do Rio São Francisco em pauta

“Região denominada Polígono das Secas possui água suficiente para se tornar altamente desenvolvida e produtiva”, afirmou o deputado eng. agr. Inácio Loiola

Apontando a água, as estradas e a energia como os três fatores essenciais ao desenvolvimento do país durante a palestra sobre “Potencialidades do Rio São Francisco”, o deputado estadual eng. agr. Inácio Loiola, especialista no Rio São Francisco e responsável pela criação da Frente Parlamentar de Alagoas, afirmou que a região denominada de “Polígono das Secas” possui grande potencial ainda não explorado e inexistente em nenhuma outra região do Brasil. O tema foi abordado na tarde desta quinta-feira (23) durante a programação da 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), em Maceió (AL).

 

Deputado eng. Agr. Inácio Loióla: “Temos profissionais e qualidade técnica para tornar o Polígono das Secas, tão pujante, rico e desenvolvido quanto a Califórnia.”

Também chamada de “Lagos do São Francisco”, a região que compreende os estados de Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco e Paraíba possui média de chuvas anual que varia entre 400 e 600 mm³/ano, suficientes à produção de alimentos, ao abastecimento industrial e ao consumo humano e animal. Comparou a cidade de Cabaceiras (PB), que tem o menor índice pluvial na região (300 mm³/ano) com a da Califórnia, estado americano altamente desenvolvido, que tem média de 200 mm³/ano. “Enquanto a Califórnia é sinônimo de riqueza, o Nordeste brasileiro é sinônimo de pobreza. O problema do Brasil não é técnico, mas político”, pontou.

Citando o São Francisco como o “Rio da Unidade Nacional”, responsável por 95% da geração de energia do Nordeste, 75% do potencial hidrelétrico e 300 mil hectares de terras irrigadas, além do escoamento de grande parte da produção e abastecimento de água de inúmeras cidades, alertou que o mesmo deveria ser questão prioritária. Segundo Loiola, a vazão de água do São Francisco diminuiu de 1.800 m³/s para 550 m³/s nos últimos anos. Tal situação é consequência de inúmeros fatores, entre eles: a construção de grandes hidrelétricas, projetos de irrigação sem qualidade técnica gerando desperdícios, desmatamento das matas ciliares ocasionando o assoreamento e seca dos afluentes, além da poluição generalizada.

Questionado por ter mencionado o projeto de transposição do Rio São Francisco como “criminoso e enganoso”, justificou que o mesmo vai atender apenas a 1% da população da região. Segundo ele, o Aquífero Jatobá, localizado no Nordeste Setentrional, possui 127 bilhões de m³ de água doce que poderiam abastecer a indústria, a agricultura e 100% da população da região. “O Aquífero Jatobá é um mar de águas subterrâneas inexploradas.” Na visão do palestrante, apesar de todos os problemas, ainda assim, a região possui água suficiente para se tornar altamente desenvolvida e produtiva. “Temos profissionais e qualidade técnica para tornar o Polígono das Secas tão pujante, rico e desenvolvido quanto a Califórnia.”

 

 

Equipe de Comunicação da 75ª Soea

Fotos: Art Imagens Fotografias

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