Crea-PE

Conselheiro federal de Agronomia de Pernambuco fala sobre seus planos para atuação no Confea

 

O engenheiro florestal Nielsen Christiani concedeu entrevista ao site do Confea, onde fala sobre sua trajetória e planos para atuar no plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia

Nielsen Christianni, engenheiro florestal, consultor e autor de publicações técnicas e artigos científicos, assume agora o papel de conselheiro federal no Confea. Sua trajetória inclui liderança na Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais (APEEF), atuação no Conselho de Meio Ambiente do Estado de Pernambuco (Consema) e desempenho expressivo no Crea-PE. Além de sua expertise na engenharia florestal, Nielsen quer se destacar como um dos porta-vozes das demais modalidades no Plenário do Confea. O conselheiro se posiciona como um entusiasta da atuação feminina, buscando uma representação mais ativa e estratégica no cenário profissional, postura que reflete em sua chapa composta pela engenheira agrônoma Luisa Peruniz. Conheça mais sobre Nielsen Christianni nesta entrevista: 

Confea – O senhor foi escolhido nas eleições de 2023, marcadas pelo avanço na representatividade dos profissionais registrados, com participação recorde de 19,17% do total de um universo de 739.428 habilitados para exercer o direito de voto. Como o senhor avalia essa participação e essa tendência de crescimento do interesse no pleito eletrônico?
Nielsen Christianni – Compreendo que a ampliação na representatividade dos profissionais nas eleições é de fundamental importância para que de fato a gestão possa representar o interesse dos profissionais. Minha singela análise é que apenas uma parte menor da ampliação da participação de profissionais foi resultado das eleições no formato online e a facilidade da votação eletrônica para o profissional exercer seu direito ao voto. No entanto, entendo que a parte maior da ampliação do quantitativo de votantes está relacionado a atuação do Sistema Confea/Crea e Mútua, sobretudo, de cada Crea, ao se apresentar mais próximos dos profissionais e debatendo programas e temas de seu interesse.

Em Pernambuco, por exemplo, a participação dos profissionais foi recorde ao triplicar a quantidade de votantes quando comparada à última eleição e à média das anteriores. Enfatizo que, na minha opinião, é fruto da atuação do Crea mais próximo dos profissionais, promovendo sua valorização junto à sociedade. Atuação que tive a grata honra de contribuir, como superintendente na última gestão do Crea-PE.

Confea: Fale da importância de representar a Engenharia Florestal no plenário federal?
Nielsen Christianni – Na condição de conselheiro federal tenho a total compreensão de que nossa atuação representará e defenderá todas as modalidades profissionais vinculadas ao Sistema. Esse formato de articulação e atuação ampla já me é bem presente em várias instâncias que participei. A articulação plural com as diversas modalidades em vários momentos da minha história, sobretudo, nos últimos três anos na condição de superintendente do Crea-PE, histórico esse que nos proporcionou o apoio à nossa candidatura pela grande maioria das entidades de classe do estado.

Com formação e atuação profissional em Engenharia Florestal, possuo um conhecimento aprofundado das necessidades e dos projetos inerentes à categoria. Esta expertise estende-se tanto ao campo técnico quanto às intricadas questões de articulações institucionais e políticas profissionais. Ao longo de minha trajetória, destaco minha participação como presidente da Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais (APEEF) em gestões anteriores, além de minha contribuição como diretor na penúltima Diretoria da Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais (SBEF).  Com essa experiência sólida e diversificada, sinto-me com propriedade para me colocar para ser representante e contribuir como interlocutor da Engenharia Florestal junto ao Confea.

Neste momento, em que o Brasil intensifica seus esforços para cumprir e avançar nos compromissos globais relacionados às mudanças climáticas, as políticas de conservação e preservação das florestas se tornam indispensáveis. Estabelecer instrumentos mais eficazes para conter as queimadas e os desmatamentos irregulares é crucial. Além disso, é imperativo implementar políticas e programas que promovam o uso sustentável da floresta em pé, bem como a utilização consciente de seus produtos, integrando-os nas diversas cadeias produtivas. Essas medidas não apenas contribuem para enfrentar a emergência climática, mas também abordam questões críticas como o uso responsável da água e a busca por soluções para reduzir o déficit habitacional, garantindo habitações de interesse social dignas e de menor custo. A Engenharia Florestal, com sua expertise, está primorosamente posicionada para desempenhar um papel significativo na busca por soluções abrangentes para os diversos desafios que impactam nossa sociedade.

Em resumo, além de promover questões específicas da Engenharia Florestal, é essencial reconhecer que esses temas também são de interesse amplo para a sociedade. É de grande importância ser esse canal constante de diálogo e articulação com a categoria, da qual muito me honra representar.
Confea – Qual foi a motivação para formar chapa com Luisa Peruniz, sua suplente? 
Nielsen Christianni – A nossa motivação considerou algumas premissas essenciais na construção de uma composição. Inicialmente na construção participativa de um Projeto de um Sistema Confea, Crea, Mútua, Entidades de Classe e Instituições de Ensino. Foi ponto fundamental também a articulação com as entidades de classe, instituições de ensino e lideranças das engenharias, Agronomia e Geociências. A partir daí destacou-se a identidade comum com os propósitos de projetos construídos e a disposição de contribuir na sua efetivação.

A formação profissional em Engenharia Agronômica e sua sólida experiência, atuando, sobretudo, no interior do estado, e desta forma mais próxima ao meio rural, possibilita estrategicamente agregar importante expertise nos debates e construções no campo Engenharia Agronômica, incorporando o viés de contemplar as condições de trabalho dos envolvidos nessas atividades.

E, por fim, mas não menos importante, em um país marcado fortemente pela cultura do patriarcado, é fundamental contemplar a percepção e o lugar de fala feminina nas questões que contemplem o fortalecimento de sua atuação profissional.

 

 

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