Crea–PE e Ministério das Cidades identificam falhas nas instalações no aeroporto do Recife

Recife, 01 de Fevereiro de 2013

Fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), em conjunto com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE), Ministério das Cidades e Infraero, apontaram, nesta quinta-feira (31),  alguns problemas nas instalações do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes-Gilberto Freyre para serem corrigidos e atender com conforto e segurança às pessoas com deficiência física que vêem ao Estado, sendo em maior número na Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014.


  
Na parte interna do aeroporto, o grupo encontrou inadequações nos banheiros, que não havia sinalização universal, as lixeiras com pedais, as bancadas da pia não respeitam a altura necessária para cadeirantes e as portas, apesar de estarem com a largura adequada, não permitiam uma boa circulação. Outro ponto visto foi os bebedouros, que estão disponibilizados apenas nas extremidades do aeroporto e não são acessíveis.

Em relação às escadas, a largura e a altura estão dentro da NBR 9050, entretanto não há piso tátil de direcionamento e nem de alerta. O corrimão está com a largura superdimensionada e não há duas alturas que servem, por exemplo, para crianças e anões. Já os elevadores estão com as portas mal dimensionadas e os botões não estão em conformidade. 

Na parte de informações, a surpresa foi que o aeroporto consta de um manual em português e em braile. A equipe do balcão de informação também foi treinada para atender com sinais de libra. Entretanto, os atendentes já se esqueceram da linguagem porque não praticam. O balcão também não está acessível. Os fiscais do Crea-PE recomendaram a instalação de painéis e avisos sonoros com informações de segurança, por exemplo rota de fuga, terminais de transportes coletivos, principais saídas e pontos de táxi.
     
Os estacionamentos também foram vistoriados. No local, foram encontradas algumas dificuldades para a circulação de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A principal delas é que as pessoas para irem do estacionamento para o embarque ou desembarque ou no sentido contrário precisam passar pela faixa de rolamento de veículos. Foram também encontradas irregularidades nas escadas e nos elevadores do estacionamento. 


 
O presidente do Crea-PE, engenheiro civil José Mário Cavalcanti, disse que este tipo de ação é importante, principalmente, porque há tempo hábil de fazer as adequações necessárias atendendo às normas de acessibilidade.

A analista de infraestutura do Ministério das Cidades, Bárbara Peñaloza, destacou que a fiscalização é de caráter colaborativo. “Temos o objetivo específico de gerar um relatório que será encaminhado para as autoridades competentes a fim de tomarem as providências para adequação dos espaços e das irregularidades, seguindo as normas da NBR 9040 e 15.599 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”.

Kele Gualberto
Antonio Alves
ASC do Crea-PE