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Crescimento pernambucano

Mais uma vez o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco ficou acima do registrado no país. Enquanto o resultado nacional foi de 2,7% em 2011, a economia pernambucana subiu 4,5%, segundo a Agência Condepe/Fidem, responsável pelo cálculo do PIB estadual. Boa parte deste índice foi influenciado pelo desempenho da indústria da construção civil, que registrou alta de 15,6%. O setor foi o que mais cresceu no estado e ainda tem alavancado outros segmentos da economia, como o de serviços. Para este ano, a projeção é que Pernambuco cresça entre 5% e 6% e o país, de 3,5% a 4,5%. “Se a economia do estado e a construção civil não tivessem crescido, certamente eu ainda seria servente e não teria evoluído na empresa”, diz Fábio Cosmo, 27 anos, que há um ano e sete meses viu sua renda quase dobrar ao ser promovido a carpinteiro, na Pernambuco Construtora. “Aumentou o número de obras e precisaram de mais empregados. Foi aí que eu tive a oportunidade de ocupar uma nova função”, comenta. A renda maior já tem propiciado a realização de alguns sonhos de consumo. “Consegui construir minha casinha”, conta Cosmo. Esse ciclo virtuoso está fazendo a diferença nos índices de crescimento do estado. “A alta se deve aos empreendimentos que estão se instalando no estado e às obras estruturadoras dos governos federal e estadual. O desempenho da construção civil não afeta apenas os números da indústria, como também impacta no setor de serviços, elevando o PIB do estado como um todo”, afirma Antônio Alexandre da Silva Júnior, presidente da Agência Condepe/Fidem. Exemplo disso, segundo ele, foi a alta de 13,1% em alojamento e alimentação. Esse foi o maior destaque no resultado de serviços, que cresceu 4,3%. “Qualquer incremento nesse setor é muito significativo para os números do estado, pois ele responde por 72,8% do PIB pernambucano”, explica. A construção civil foi ainda o setor que mais evoluiu no estado. Para se ter ideia, a indústria de transformação registrou alta de apenas 0,1%. Segundo Cláudia Pereira, coordenadora das contas regionais da Agência Condepe/Fidem, o resultado ruim se deve à queda nos segmentos de produtos alimentares (-3,7%), máquinas, aparelhos e material elétrico (-11,8%) e na metalurgia básica (-4,1). “Isso é reflexo da crise internacional, que afetou todo o mercado, inclusive o nosso estado. Mas a indústria já está se recuperando. O segmento de metalurgia apresentou crescimento de 13,9% no quarto trimestre de 2011”, comenta ela. Comportamento desde 2009
Já não é novidade o crescimento do PIB de Pernambuco ultrapassar os números do país. Desde 2009, o estado vem se posicionando cerca de 2 pontos percentuais acima dos índices nacionais, de acordo com Antônio Alexandre da Silva Júnior, presidente da Agência Condepe/Fidem. “O momento coincide com as obras nas plantas da refinaria, Estaleiro Atlântico Sul e PetroquímicaSuape”, lembra ele. Avaliando o comportamento do PIB desde 2003, percebe-se que até 2004 os números do país eram superiores ao de Pernambuco. “Entre 2005 e 2008, nota-se quase uma estabilidade, com resultados muito próximos”, afirma o presidente da agência. Depois disso, tem-se a virada: em 2009, Pernambuco cresce 2,8% e o país, -0,3%. Em 2010, o PIB do estado sobe 9,9% e o Brasil, 7,5%.  No PIB de 2011, as principais influências negativas na agricultura foram a queda de 5,9% na produção de banana e de 9,9%, na cana-de-açúcar. “São duas culturas com grande peso no PIB do estado”, diz Júlio Becher, gestor de estudos econômicos da Agência Condepe/Fidem. Segundo ele, a moagem da cana começou mais tarde, em relação a 2010, contribuindo para o índice negativo. De uma forma geral, a agricultura sofreu uma queda de 2% no último trimestre de 2011, mas fechou o ano com alta de 3,7%. Os melhores resultados da agricultura estão na produção de feijão e de milho, que subiram 94,7% e 59%. “Isso mostra que as políticas de agricultura familiar estão dando certo”, ressalta Antônio Alexandre. Também houve alta de 9,8% no leite. “Reflete o impacto da planta da BR Foods (Perdigão/Batavo), em Bom Conselho, sobre bacia do Agreste Meridional, que detém 70% da produção de leite no estado”, destaca o presidente da Condepe/Fidem. Fonte: Diário de Pernambuco, Economia, 08/03/2011.
 

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