Capa > Arquivo > O futuro da agamenon: opção aos viadutos

O futuro da agamenon: opção aos viadutos

Qual a solução para a Avenida Agamenon Magalhães, artéria vital do Recife? Imaginemos que o governo do Estado esteja, de fato, e não movido pela conveniência política, decidido a rever a construção dos quatro viadutos sobre o corredor viário. Como transformar a importante via em um corredor de transporte público? Quais as alternativas para priorizar o transporte de massa e não ceder, mais uma vez, à predominância do automóvel? Reunir alternativas aos viadutos é a proposta do primeiro dia da série O Futuro da Agamenon, que o Jornal do Commercio publica de hoje até sábado.

 

Muito se tem falado sobre a construção de quatro viadutos transversais à Avenida Agamenon Magalhães, a primeira perimetral do Recife e a mais importante avenida da capital, para onde todas as atenções dos gestores de trânsito se voltam atualmente. Isso porque, se a via parar, boa parte da cidade para junto. Críticas ao projeto elaborado pela Secretaria Estadual das Cidades e amparado politicamente pelo governador Eduardo Campos têm sido reproduzidas aos montes, de todos os lados, verbalizadas e expressadas pelos mais variados segmentos. Arquitetos, urbanistas, engenheiros, especialistas em transporte, estudantes, moradores do entorno da Agamenon e de outros bairros têm se colocado contra a ideia. Mas pouco foi sugerido como alternativa aos elevados.

 

O JC resolveu assumir esse papel. Foi em busca de possíveis soluções para a Agamenon Magalhães diferentes dos viadutos até então defendidos pelo governo estadual. Abriu espaço para algumas ideias simples, que podem ser eficientes exatamente pela simplicidade da concepção. Também reservou espaço para soluções tão ou mais complicadas sob o aspecto urbanístico que os elevados. Nessa busca, encontrou propostas pensadas por arquitetos, urbanistas e engenheiros renomados da cidade, mas também algumas elaboradas por estudantes e cidadãos desconhecidos. O critério de triagem foram as ideias. Partidos, cores ou raças não pesaram na escolha dos projetos. O requisito básico: a apresentação de soluções de mobilidade focadas no transporte de massa, coletivo, não para automóveis. Alternativas que priorizem o transporte público, que o coloquem como ator principal nessa via pulsante para a cidade do Recife que é a Avenida Agamenon Magalhães.

Nas duas páginas dessa edição não serão encontrados projetos detalhados, minuciosos, com custos exatos ou definição precisa. São ideias, propostas iniciais, algumas um pouco mais detalhadas do que outras. Mas todas pensadas para solucionar ou minimizar as brechas e falhas do projeto dos quatro viadutos transversais ao corredor viário. Alternativas para serem contempladas e analisadas por todos, contrários ou favoráveis ao projeto do governo. Sem predisposição, de cara limpa e coração aberto. Nelas, o pedestre e o transporte público, seja operado por ônibus, Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) ou monotrilhos (monorails), ganharam vez e voz.

Entre as soluções apresentadas, algumas ideias novas, até então desconhecidas da maioria da população e talvez até do próprio governo do Estado. Outras nem tanto, como é o caso da proposta elaborada pelo escritório do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, o primeiro a planejar o Corredor Norte-Sul – do qual a Avenida Agamenon Magalhães representa apenas uma pequena parte –, ainda em 2009, numa parceria dos empresários de ônibus e do próprio governo. Enfim, a intenção é acrescentar, agregar. Apenas.

Fonte:

Roberta Soares do Jornal do Commercio

betasoares@gmail.com

 

 

Free WordPress Themes - Download High-quality Templates