O Rio São Francisco é primeiro eixo de integração nacional

O Rio São Francisco como eixo hidroviário da Região Nordeste foi tema do debate, na manhã de hoje, proferido pela especialista em Regulação da Agência Nacional do Transporte Aquaviário (Antaq), a doutora em Engenharia de Produção Gertrudes Nadler, durante o segundo dia o I Encontro do São Francisco. “O Rio São Francisco é o primeiro eixo de integração do Nordeste e é também integrador", pontuou a especialista. Ela lembrou que um dos principais gargalos do São Francisco é o fato dele não possui saída para o mar, dificultando o escoamento de cargas. “É necessária a integração multimodal no Rio São Francisco”, defendeu Gertrudes, explicando que poderia ser através das ferrovias ou rodovias.

Gertrudes informou que a Antaq reconhece o Rio São Francisco como corredor hidroviário, inclusive constando no plano da agência como rota para planejamento. “A bacia hidroviária do São Francisco pode atender a área de produção de grãos (Centro-oeste), dividindo espaço com o corredor Tocantins”, explicou. A especialista falou ainda sobre a falta de integração entre as bacias hidrográficas brasileiras.

A hidrovia do São Francisco de Ibotirama (BA) e Juazeiro (BA) foi contemplada dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1. Já a parte as obras de terminais, dragagem, derrocagem e sinalização de Pirapora a Juazeiro estão dentro do PAC 2. “O Brasil está mudando o modal para aquaviário para reduzir as emissões de gás carbônico no setor de transporte”, justificou. De acordo com dados da EHG (Porto de Ennshafen, na Áustria), a emissão de gás carbônico de gramas por TKU nos sistema rodoviário é de 164, no ferroviário é de 48,1, enquanto que para o hidroviário esse número cai para 33,4.     

O São Francisco tem uma extensão de 2,8 mil quilômetros, sendo dividido em dois estirões navegáveis: 1.371 quilômetros no Médio do São Francisco e 280 quilômetros no Baixo do São Francisco.  Ainda há dois estirões possíveis com 180 quilômetros no Sub-médio do São Francisco.

Kele Gualberto

ASC do Crea-PE