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Engenharia é valorizada pela Polícia Científica de Pernambuco

Foi transmitida ao vivo, na terça-feira (16.06), no Instagram do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco, a 5ª edição virtual do Programa Terça no Crea. A iniciativa tem como objetivo prestar informações referentes às áreas tecnológicas e sociais para os profissionais e a sociedade. O tema “Perícias Criminais no Âmbito da Engenharia”, contou com a participação da perita criminal e chefe da Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, com mediação do presidente do Crea-PE, Evandro Alencar.

Com a participação de muitos internautas a perita falou da grande importância do perito engenheiro na solução dos diversos sinistros. “É importante que o profissional que atua nessa área tenha conhecimento além da sua graduação para que possa atuar em vários casos. Nesse sentido entendo que a profissão que melhor se enquadra nessa condição seja a Engenharia nas suas diversas áreas”, afirmou.

Ainda sobre a participação dos engenheiros, a palestrante explicou que a polícia científica se complementa com o trabalho da polícia civil, militar e do corpo de bombeiros. “A nossa atividade é desempenhada a partir do uso da ciência e da tecnologia para levantar provas judiciais que irão apontar, nos inquéritos, as causas de crimes contra a vida e contra o patrimônio. “Independentemente da graduação, um perito criminal é um policial que atua como um cientista em casos de acidentes, crimes e catástrofes”, destacou. Ela acrescentou que só se vão ao local do sinistro se forem chamados, o que acontece quando as causas dos eventos são desconhecidas.

Falando especificamente sobre a importância do engenheiro civil na atividade Sandra Santos os classificou como profissionais versáteis e por este motivo são valorizados e disputadíssimos. “A expertise das nossas equipes nos ajudam a informar, no caso de crime, por exemplo, como se deu a morte, se acidental, suicida ou homicida. Exemplo disso ocorreu em 2016 quando uma criança caiu do 21º andar. Nesse caso o perito teve que atuar para o esclarecimento das causas. No que se refere aos crimes contra o patrimônio podemos citar o furto de energia, de agua de sinais de TV a cabo, incêndios e tantos outros”, detalhou.

De acordo com a convidada, do Terça no Crea, outros casos em que os engenheiros civis se destacam são as ocorrências de trânsito onde há, normalmente, a necessidade de cálculos. Falando para os que desejam seguir a carreira a perita aconselhou que a preparação para os concursos inclua conhecimentos de balística, criminalista e direito penal, além de preparo físico.

Sobre as áreas da Engenharia que são mais importantes para o trabalho da perícia a palestrante destacou os profissionais da área de segurança do trabalho, mecânica, florestal, agronomia. “Para que tenhamos os resultados de uma boa investigação precisamos da ajuda de muitos profissionais. “Não nos cabe julgar, mas, sem dúvida a nossa apuração poderá ser decisiva para o entendimento de culpa ou de inocência que cabe ao juiz decidir”, declarou.

Perguntada se a polícia dispunha de drones na realização de trabalhos que envolvem grandes áreas, explicou que a entidade não tem, mas que, por meio de parcerias consegue o equipamento caso seja necessário. Disse ainda que estão sendo providenciadas 12 unidades do equipamento para auxiliar no trabalho dos peritos no Recife, Região Metropolitana e no Interior do Estado. Aproveitou para dizer que atualmente há um maior reconhecimento da importância dos peritos, mas que isso não é fundamental já que o trabalho que desempenham é um trabalho de bastidor. Para ressaltar a importância da atividade foi enfática. “Crime a gente resolve com Ciência”.

Sobre os drones, o presidente Evandro Alencar informou que numa fiscalização realizada no Rio Ipojuca o uso do equipamento foi de grande importância. “Estamos adquirindo dois desses equipamentos para o Crea-PE para serem utilizados nas nossas atividades de Fiscalização”.

Para responder algumas respostas a perita explicou que o que define a urgência na coleta de evidências no local do sinistro, é o próprio local. “Se for numa área aberta temos que nos preocupar com os prejuízos que as chuvas e o vento podem causar. Se o local é fechado essa urgência diminui porque nesses casos podemos proibir a entrada de pessoas fechando o ambiente onde o crime ocorreu. O tempo da perícia pode ser de 3 a 30 dias, podendo ser prorrogado caso necessário. Em casos de grande repercussão a uma certa pressão, mas, se tudo não for devidamente esclarecido o nosso trabalho não estará concluído”, ressaltou.

Questionada sobre como se dá o ingresso na Polícia Científica detalhou: “primeiro é necessário ter graduação para se inscrever no concurso, sendo aprovado, o candidato passará por prova física, será feita uma investigação sobre hábitos sociais e por fim, a passagem obrigatória pela Academia de Polícia, todos esses estágios são eliminatórios caso haja comportamento inadequado ou insubordinações”, concluiu dizendo aos muito interessados que deverá haver concurso no prazo estimado de dois anos.

A palestra foi avaliada como importante, valiosa, por muitos participantes da live. O presidente agradeceu a convidada, aos internautas, equipes e colaboradores envolvidos no trabalho, passou a palavra a convidada, que agradeceu o convite, disse que a live havia superado as suas expectativas e se colocou à disposição para participar de mais encontros.

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